Instalação dos órgãos autárquicos em Caldelas
Terça-feira, Novembro 19, 2013

A continuação da reunião do passado dia 18 de Outubro, para instalação dos órgãos autárquicos de Caldelas, realiza-se esta Quarta-feira.

Os eleitos das diferentes forças políticas em Caldelas, voltam a reunir-se esta Quarta-feira, para a instalação do novo Executivo da Junta de Freguesia de Caldelas e respectiva Mesa da Assembleia de Freguesia. A continuação da reunião iniciada a 18 de Outubro e que inviabilizou uma primeira proposta de formação de Executivo apresentada por Constantino Veiga, está agendada para as 21.30 horas, no Salão Nobre dos Bombeiros Voluntários das Taipas. Desde essa altura, este processo conheceu diversos episódios: primeiro, foi Constantino Veiga a indicar Manuel Ribeiro e Armando Marques para o representar nas conversações sobre o assunto. Seguiu-se uma posição de Paulo Pereira, negando ter assumido qualquer compromisso com Veiga para formação do executivo local. Uns dias volvidos, Domingos Bragança, presidente da Câmara Municipal de Guimarães e da concelhia do PS vimaranense, fez uma declaração pública dando conta da intenção do seu partido viabilizar qualquer proposta apresentada pela Coligação Juntos por Guimarães. A esta declaração, André Coelho Lima, presidente da estrutura concelhia do PSD reagiu com agrado e surpresa, enquanto foi continuando a liderar as conversações que entretanto colocou no terreno com a CDU taipense. A 14 de Novembro, Paulo Pereira divulga a sua renúncia ao mandato para que havia sido eleito a 29 de Setembro. No dia seguinte de manhã, o PS Taipas dá conta da sua disponibilidade para retomar as conversações e, ao final da tarde, Coligação Juntos por Guimarães e CDU, promovem uma conferência de imprensa conjunta onde firmam um protocolo de entendimento para a viabilização dos órgãos autárquicos da freguesia de Caldelas. A reunião desta Quarta-feira poderá marcar o fim de todo este processo, que se arrasta há precisamente um mês.

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Instalação dos órgãos autárquicos
Segunda-feira, Outubro 31, 2005

Prefiro estar enganado a respeito dos meus amigos do que enganar esses amigos.

Sendo esta a primeira sessão após o escrutínio do dia 9, faz todo o sentido saudar os membros da Assembleia que saíram e os que acabam de entrar. Uns e outros merecem a consideração devida a quem se disponibiliza para exercer
a cidadania Sem Sombra de interesses impróprios

Depois saúdo os candidatos pela CDU, aquelas e aqueles que comigo partilharam a aventura dum projecto irreverente, audaz, por muitos considerado politicamente interessante mas eleitoralmente pouco viável. Uns mais do que outros, todos sabíamos e sabemos das muitas dificuldades, das barreiras e obstáculos semeados por anos de escuridão e obscurantismo, mas nem por isso traíram, nem por isso cederam ao contrabando de ideias. Foram mulheres e homens livres e independentes de grupos de interesses cuja dignidade cumpre reconhecer.

No dia 9 os resultados disseram quem ganhou e quem perdeu. Além disso disseram como o poder deve ser exercido.

Vencidos e vencedores têm de extrair todas as consequências. Nós, é o que faremos: respeitaremos a vontade popular e reservamo-nos o direito de acompanhar e fiscalizar os actos praticados pela Junta.

Quem me conhece sabe que não sou dado a malabarismos de espécie nenhuma e muito menos na vida política. Prefiro estar enganado a respeito dos meus amigos do que enganar esses amigos.

Considero o programa vencedor irrealizável. Disse-o antes e não tenho motivo para agora mudar de opinião. Aliás registo as muitas e variadas declarações dos seus autores que na comunicação social não se cansaram de proclamar urbi et orbi que o programa será total e integralmente cumprido. Com tanta certeza, com tanta auto-confiança, com tanta infalibilidade não há cabimento para a dúvida ou para a reserva. Quem se sobrestima tanto ou sabe que sabe e, nesse caso, é um homem sensato e deve ser seguido; ou não sabe que não sabe e é um tolo e deve ser evitado.

Termino dizendo que não abandono nem traio os que em mim e na CDU votaram, o que vale por dizer que cumprirei o mandato com o mesmo ânimo e empenho demonstrados no mandato passado. E desde já anuncio a minha candidatura em 2009, porque não sou pessoa de desistir ou virar a cara à luta. Candidatura pela CDU, porque sou homem de ideais, não de interesses.

(Intervenção durante a 1ª Assembleia de Freguesia deste mandato)

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