Indústria hoteleira foi assunto de comunicação no II Encontro Indústria, História e Património
Quarta-feira, Abril 22, 2015

António José Oliveira e Célia Pontes foram os autores de uma comunicação proferida num encontro nacional, em Tomar. Os autores referem a importância de singularidades com o termalismo e a localização geográfica.

A vila das Caldas das Taipas foi tema de uma apresentação no II Encontro Indústria, História e Património, que decorreu em Tomar, numa organização do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências da Universidade Nova de Lisboa e do município de Tomar.

A comunicação com o título “A Indústria Hoteleira nas Caldas das Taipas (Secs. XIX-XX): História e Património foi feita no segundo dia do encontro, que decorreu na Biblioteca Municipal de Tomar, por António José de Oliveira, professor na Escola EB 2-3 de Caldas das Taipas e por Célia Pontes, técnica do Museu Alberto Sampaio, em Guimarães.

De acordo com os autores da comunicação, a importância da povoação de Caldas das Taipas, no contexto do concelho de Guimarães, teve particular destaque devido a um conjunto de singularidades. O desenvolvimento da área construída foi muito determinada pelo turismo termal e pela actuação dinâmica de alguns responsáveis da edilidade, lê-se no resumo da apresentação.

A localização geográfica foi também um factor decisivo para o desenvolvimento de Caldas das Taipas. Segundo os autores do estudo, a par das nascentes de água termal, o estabelecimento da povoação na margem direita do Rio Ave o atravessamento de importantes ligações viárias foram motivos para o crescimento da povoação, cujo edificado viria a ter características peculiares.

O estudo foca-se na indústria hoteleira, que teve a actividade do termalismo como principal catalisador do seu desenvolvimento e das Caldas das Taipas. O estudo refere com um dos exemplos da importância desta actividade o facto de, em 1907, quando o novo balneário estava ainda em construção, terem sido ministrados 2000 banhos de imersão, duches, inalações, pulverizações e irrigações.

Fundamental foi também, no devido tempo, a criação da Comissão de Iniciativa, em 1921, que viria a ser substituída em 1936 pela Junta de Turismo das Taipas. É nessa sequência que são construídos vários equipamentos como as piscinas, os campos de ténis ou o ringue de patinagem, entre outros. Em 1940 este processo culminaria com a elevação da povoação a vila.

A oferta hoteleira foi um dos motores para o desenvolvimento das Caldas das Taipas. O ano de 1915 é assinalado como relevante pelos autores do estudo, por ter sido iniciado nesse ano a construção do Hotel das Termas, que apenas ficaria concluído em 1924. O Grande Hotel Vilas foi edificado no final do século XIX, tendo beneficiado de uma intervenção de ampliação em 1916. Os autores referem ainda o Hotel Braga e o Hotel das Taipas como tendo uma existência efémera. Destas unidades hoteleiras, o único que se mantém em actividade é o Hotel das Termas, ao qual se juntou no final do ano 2000 o Hotel das Taipas. A Pensão Vilas funcionou até ao início da década de 1990.

Foto Arquivo Reflexo

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Foi ontem distribuído, com o Jornal de Notícias e o Diário de Notícias, o primeiro livro dedicado às 21 Maravihas que são candidatas a Maravilha de Portugal (serão escolhidas 7).

Dedicado ao Castelo de Guimarães, o livro apresenta depois “7 Ícones ao Redor”. A saber: a Mumadona, as Nicolinas, o Vila Flor, a Penha, São Torcato, as Tortas de Guimarães e o Vitória.

Aparece depois uma lista das “Outras 21 Pequenas Maravilhas” à volta do Castelo de Guimarães. E aqui merece especial referência a Citânia de Briteiros e a Indústria das Cutelarias que, lê-se, “é uma das actividades com maior expressão em Guimarães”.

O livrinho custou um euro e ainda se arranja em algumas tabacarias.

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Os números foram apresentados pela União dos Sindicatos de Braga (USB) e publicados no Correio da Manhã.

De acordo com a USB, o número de desempregados no distrito de Braga aumentou, em 2005, de 41 862 para 51 401, sendo que 80% desses desempregados estavam no sector têxtil, um dos mais fortes do Vale de Ave.

Adão Mendes, da USB, disse ao CM que as falências em 2005 foram acima da média verificada nos anos anteriores, mas acrescentou que “o grande problema é o que se passa nas fábricas maiores, como a Riopele, a Têxtil Manuel Teixeira, a Coelima ou a Lameirinho, que este ano devem ter diminuído os seus quadros em mais de 1500 pessoas”.

Para este responsável da USB, as consequências deste aumento do desemprego só vão sentir-se no próximo ano, quando o fundo do desemprego terminar.

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