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Hospital de Guimarães considerado Centro de Excelência de doenças raras
Quinta-feira, Abril 4, 2013

O Centro Hospitalar do Alto Ave foi um dos três Centros de Excelência de doenças lisossomais de sobrecarga, designados pelo Ministério da Saúde em todo o país.

Depois do Ministério da Saúde ter definido, em Fevereiro último, que passariam a existir a nível nacional três Centros de Excelência de tratamentos de doenças lisossomais de sobrecarga (doenças raras) chegou a decisão de que o Centro Hospitalar do Alto Ave (Guimarães e Fafe) passará a ostentar tal dedesignação, passando assim a ser considerado “um estabelecimento hospitalar especialista em diagnóstico e tratamento de doentes das doenças lisossomais, que funciona como centro de excelência. E têm como missão diagnosticar e elaborar o pedido de tratamento, subscrito pelo médico assistente do doente. (…) Os hospitais que acompanham actualmente doentes com doenças lisossomais de sobrecarga constituem-se como centros afiliados dos centros de excelência e dependem do ponto de vista clínico e técnico da orientação destes”, conforme refere o Despacho da Secretaria de Estado da Saúde.

A par do CHAA foram ainda considerados como Centros de Excelência o Centro Hospitalar Universitário de Coimbra e o Centro Hospitalar de Lisboa Norte.

“É uma notícia que nos deixa muitos satisfeitos. É o reconhecimento de um trabalho de anos que, de alguma forma, demonstra o nosso mérito nesta área. As características da nossa região, em Guimarães e em outras zonas da nossa área de influência, fazem com que haja uma grande prevalência destas doenças. Ao longo do tempo fomos acumulando experiência, que foi agora reconhecida”, refere Olga Azevedo, médica cardiologista do CHAA, de 33 anos, que se especializou neste tipo de doenças e que acompanha vários casos de doenças raras (neste momento cerca de 60, com tendência para crescer) na Unidade de Guimarães e que foi também um dos seis elementos escolhidos para integrar a Comissão Coordenadora do Tratamento destas doenças.

Lembre-se que o CHAA é o maior centro ibérico deste tipo de doenças, sendo mesmo um dos maiores centros europeus de tratamento da Doença de Fabry, doença rara que teve origem em Guimarães há cerca de 400 anos, o chamado “efeito fundador”.

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