PUB
Homens de ontem, de hoje e…
Segunda-feira, Abril 9, 2012

No Dia Mundial da Mulher, 8 de março, a minha homenagem à MULHER. Com os afazeres do dia-a-dia, com o stress constante, muitas vezes se ouve o desabafo feminino «não sei para onde me virar». Há que estabelecer prioridades, mas, infelizmente, há um número crescente de pessoas que não consegue lidar com a situação e entra em depressão. Aprender a lidar com o stress é uma necessidade premente para qualquer um, nomeadamente para as mulheres que têm de gerir a sua vida profissional e a doméstica. E é esta última que faz entrar em órbita o universo feminino, pois, digam o que disserem os “entendidos”, embora o elemento masculino comece a dar os primeiros passos, no geral, continua a fazer as “mesmíssimas” coisas que faziam o pai e o avô: a mulher vai para a cozinha “divertir-se” a confecionar o jantar, enquanto o homem se senta no sofá e “trabalha arduamente” na leitura do jornal. É o que se chama distribuição “equilibrada” de tarefas. Para complicar as coisas, ainda há o filho/a (frequentemente no plural) que precisa de ajuda para os deveres ou quer apenas companhia ou atenção, e de novo ouvimos a frase “vai ter com a tua mãe que ela é que sabe”. Incrível! Reconhece-se mérito à mulher como sabedora de tudo “dentro de portas”, mas, quando chega a hora da verdade (eleições ou subida de posto), o masculino impera e é senhor da inteligência. Já há tempo e disponibilidade. Para se candidatarem a tudo quanto é poleiro têm uma capacidade inata. Dizem que isso vem do tempo em que, ainda habitante das cavernas, o homem tinha de vigiar, de velar pelo ninho, mais por causa das feras do que pelos indivíduos da mesma classe e ordem, os tais mamíferos primatas racionais que evoluíram até ao Homo Sapiens Sapiens da atualidade.

Não acham que tenho razão? Pensem nos vossos conhecidos, amigos, familiares e admitam que não estou a mentir. Apenas constato factos de conhecimento geral.

Somos, também, o resultado da nossa educação e a minha mãe, um sargento (no bom sentido!), sabia educar. Não tergiversava e mantinha sempre o rumo. Não cedia a chantagens e muito menos a birras. Não, era não, e ponto final. Educou-nos na igualdade dos sexos, por isso, “filha de peixe sabe nadar” e eu saí assim (com defeito de fabrico, segundo alguns!).

Outro dia… um senhor nos seus sessentas, reformado, contou que arranjou ocupação para os seus dias, para manter o espírito ativo e o corpo sadio. Já a mulher “não fazia nada”. Cozinhava, lavava, passava, arrumava… enfim, aquela vidinha estúpida, não remunerada e não reconhecida de doméstica. Reconheceu que, em casa, não fazia nada e ia ao café depois do almoço e do jantar, enquanto a “empregada” arrumava a cozinha. E… não vai comer fora, porque “ela gosta de cozinhar”… Tudo “verdades” de outros e destes tempos.

Gostava de ouvir na boca de um homem o desabafo “não sei o que vou fazer para o jantar!” Talvez os haja, mas não verbalizam. Que pensariam os outros homens?

Se as mulheres se lembrarem de fazer “A Revolta dos Tachos e do Aspirador”, haverá um aumento exponencial de divórcios. Os casamentos falham tanto hoje porque as mães falharam, dirão eles, e as filhas não aprenderam a ser “donas de casa”. Claro que eles também não aprenderam a ser “domésticos” e aí é que está o busílis.

Podia continuar, mas já desabafei a minha “telha” neste dia de primavera que mais parece verão, contra o meu alvo favorito, o homem, que não sei se será “sapiens, sapiens”. Será?

26