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Homenagem ao Dr. Augusto Dias de Castro.
Sexta-feira, Julho 9, 2010

O poder da nostalgia é ter desejo por algo mais nas nossas vidas, mas não ter a certeza do quê ou do que fazer com isso. A vontade de voltar aquele lugar de puro prazer da infância nas nossas memórias e de visualizar a sentir-se feliz é algo que nos enche de paz interior e de vontade de nunca mais querer esquecer esses inesquecíveis momentos.

No dia 24 Junho de 2010 a direcção das Termas das Taipas, a qual eu represento, os seus colaboradores, pessoas a título individual, independentemente do seu local de residência, e todos os taipenses que puderam associar-se a esta homenagem, quiseram demonstrar um claro agradecimento à Pessoa, ao homem e ao Médico, Dr. Augusto Dias.

Não foi uma homenagem em qualquer lugar, mas sim num local de um simbolismo impar na vida deste admirável homem. Vi a forma visivelmente emocionada quando visitou o edifício. Dizia constantemente, isto está bonito! O que isto era e como agora está! Sentiu-se claramente a reviver memórias de um passado que o fez muito feliz e com excelentes recordações que o deixaram muito satisfeito.

São também estas recordações que me fazem mover em torno de uma causa, causa essa que é fazer com que caldas das taipas se projectem no futuro de forma reconhecidamente mais apelativa, nunca renegando o seu passado, passado esse de Vila Termal.

Efectivamente não foi uma homenagem em qualquer lugar, mas também não foi uma homenagem a uma pessoa qualquer. Todos lhe reconhecemos o seu espírito de entrega, a sua competência e as qualidades como homem que sempre o acompanharam ao serviço da Medicina. Em várias ocasiões um simples obrigado era suficiente para o serviço prestado. O sentido ético que colocava na sua profissão era inigualável.

Nunca negligenciou as pequenas coisas. Nunca descorou um esforço extra, aqueles minutos a mais, a palavra gentil de elogio ou de simplesmente obrigado, a dádiva do melhor que conseguiu fazer.

Vivemos num mundo apressado de mais, num corre corre constante, que parece evoluir à velocidade da luz e a facilidade de fugir aos nossos deveres tornou-se um hábito, hábito esse que eu não podia deixar que tomasse conta de mim e perdesse esta oportunidade única de prestar esta merecida homenagem.

Deixem que partilhem convosco este pensamento que um dia li:
“ Por falta de um prego, perdeu-se a ferradura, por falta de uma ferradura, perdeu-se o cavalo, por falta de um cavalo, o cavaleiro perdeu-se e por falta do cavaleiro perdeu-se a batalha”

Não quero que nos digam que por falta de tempo não homenageámos este fantástico homem.

Muito Obrigado e Viva as taipas!