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Hoje, como em 1640
Terça-feira, Dezembro 6, 2011

O nosso país era governado por Castela, sendo a duquesa de Mântua a sua representante em Portugal.

Havia sessenta anos que perdêramos a independência nacional, período em que os Filipes impuseram leis e impostos que sobrecarregaram o povo. Os nobres capitularam, cederam e alguns colaboram com o ocupante.

Recaía sobre o povo o fardo mais pesado dos elevados encargos com que Portugal era forçado a contribuir para compensar os gastos excessivos a que o império castelhano se via obrigado em consequência das várias guerras em que estava envolvido e, por outro lado, devido à diminuição das remessas do ouro do Brasil.

O descontentamento popular germinou e foi-se alargando à medida que o ocupante desrespeitou os compromissos assumidos, ofendendo tradições, usos e costumes populares. A economia estava em crise, o povo empobrecido, a nobreza dividida, os artistas aproximaram-se de Espanha, trocando de residência e até de língua.

Quando se tornou claro e óbvio que a solução passava por romper o cerco e o domínio estrangeiro, um grupo de nobres avançou contra o ocupante, prendeu a sua legal representante e apeou o seu secretário de estado, o traidor Miguel de Vasconcelos.

Mas o golpe só vingou porque o povo que esteve na sua origem ao insurgir-se contra o ocupante saiu à rua constituindo-se seu defensor, engrossando as fileiras militares indispensáveis para enfrentar a reação da tropa espanhola, que não se fez esperar.

É esta data cheia de simbolismo que se comemora no dia 1 de Dezembro.

É este feriado que o governo fundamentalista do PSD/CDS quer matar.

Hoje como ontem, os colaboracionistas com o novo ocupante, a toika, cedem, prostituem-se, vendem a independência e a soberania.

Digamos que a sua decisão de acabar com o feriado do dia da restauração da independência está no seu génes, é lógica e natural. Afinal, o governo PSD/CDS e quem o apoia vende a soberania e a independência nacional em cada gesto que pratica!

Resta o povo para resistir e preparar a chegada dos democratas patriotas. Hoje como em 1640.