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Guimarães capital
Quarta-feira, Maio 13, 2009

A cidade de Guimarães é formalmente a Capital Europeia da Cultura em 2012, após a decisão do Conselho de Ministros da Cultura dos vinte e sete estados-membros da União Europeia, que se realizou em Bruxelas.

Este era o mero formalismo que faltava, já que a escolha da cidade portuguesa já era tida como certa desde que, em Abril de 2008, o júri analisou a proposta elaborada pelo Grupo de Missão e depois de o presidente do júri, Sir Bob Scott, ter visitado a cidade em três meses depois. Reunidas todas as condições, faltava a ratificação de todos os ministros europeus, o que acabou por acontecer no dia 12 de Maio, por volta das 17 horas.

Tudo começou no final do ano de 2006, aquando de um conselho de ministros informal realizado no Centro Cultural Vila Flor, onde a então Ministra Cultura, Isabel Pires de Lima, anunciou que Guimarães seria a cidade proposta por Portugal para ser palco da Capital Europeia da Cultura. Vários grupos representativos da cultura no concelho mobilizaram-se de imediato e o Grupo de Missão, entretanto criado, promoveu dezenas de reuniões com instituições culturais do concelho.

Agora, falta conseguir reunir a totalidade do bolo financeiro de 111 milhões de euros necessários para a concretização do projecto. António Magalhães, presidente da Câmara Municipal de Guimarães, revelou que este orçamento será gerido obrigatoriamente por uma sociedade anónima entre o Estado de Portugal, o município vimaranense e a Universidade do Minho.

Aquele orçamento será gasto na sua grande medida em obras de renovação urbana como é o caso do Projecto CampUrbis, em que a autarquia está a trabalhar com a Universidade do Minho e que deverá regenerar todo o quarteirão industrial da zona de Couros, no coração da cidade. A outra parte será gasta na programação dos diversos eventos e espaços a criar.

Uma das críticas apontadas à gestão do processo, a cargo da Câmara Municipal de Guimarães, prende-se com o facto de até agora não serem conhecidos os contornos mais específicos do que será a Capital Europeia de Cultura. Mesmo os grandes equipamentos assim como a sua localização, não estão ainda definidos. Outro ponto, que mereceu referência pelo painel de peritos que analisou a proposta vimaranense, refere-se ao facto de não ser conhecida uma personalidade que lidere o projecto e que seja seu porta-voz. A Agência Lusa tem vindo a referir o nome de Cristina Azevedo, vice-presidente da Comissão de Cooredenação Regional no Norte e que tem a seu cargo a gestão dossiers como a gestão do Programa Operacional do Norte.

Texto: Paulo Dumas

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