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Greve dos professores obriga ao encerramento das escolas
Segunda-feira, Janeiro 19, 2009

As escolas do Agrupamento das Taipas não tiveram esta manhã condições para funcionar devido à resposta dos docentes à greve decretada pela FENPROF. Este é um cenário que se repete por todo o país.

Os professores estão de volta à greve. Mais uma vez, no centro do “braço-de-ferro” entre a classe docente e o ministério de Maria de Lurdes Rodrigues está o modelo de avaliação de desempenho dos professores.

Os níveis de adesão à greve estão muito próximos dos valores registados em 3 de Dezembro – a última vez que os professores paralisaram os estabelecimentos de ensino.

Os dados recolhidos no Agrupamento de Escolas das Taipas apontam para um índice de greve muito próximo do pleno, o que determinou o encerramento das escolas. No Agrupamento de Escolas de Briteiros, apenas o Jardim-de-Infância de Santa Maria e a EB 1 de Briteiros estão a funcionar, mesmo assim a “meio-gás”.

A situação repete-se um pouco por todo o país com o nível nacional, segundo a FENPROF, a situar-se acima dos 90 por cento.

A greve foi decretada pela FENPROF – Plataforma Sindical dos Professores, que tem como figura mais visível Mário Nogueira que disse hoje aos órgãos de comunicação nacionais que a greve é a forma de protesto que melhor tem resultado no sentido da satisfação do caderno de reivindicações dos professores.

«Não nos parece que seja um exagero, pelo contrário, até parece que o Governo e o Ministério da Educação só conseguem ouvir a voz da greve porque enquanto os professores lutaram à noite e ao fim-de-semana foi como se nada existisse», disse o dirigente sindical à TSF.

Texto: Paulo Dumas

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