PUB
Generosos no perdão
Segunda-feira, Outubro 14, 2013

É normal existirem conflitos entre as pessoas. No nosso convívio diário, o relacionamento nem sempre é sereno. Por vezes, surgem as discussões mais ou menos ruidosas, as acusações mútuas e sem fundamentos sérios, os falsos testemunhos e, inclusivamente, as injúrias.

Acontece que cada um de nós pode ser sujeito ou destinatário da ofensa. Podemos ser nós a ofender ou a ser ofendidos.

Perante esta situação, a única saída digna da pessoa humana é aceitar o perdão como um valor que nos ajuda a crescer em humanidade. O perdão é algo de difícil, mas é a solução. Perdão vem de «per-dom», o que significa dar mais do que o outro em princípio merecia. Perdoar é o superlativo de amar.

Se nos sentirmos ofendidos por alguém, dêmos generosamente o perdão. E se formos nós a ofender, tenhamos a atitude nobre de ir ter com o outro para lhe pedir perdão, para lhe suplicar a reconciliação. Trata-se de um gesto de humildade/sinceridade que nos engrandece.

Neste perdoar e ser perdoado tudo é gratuidade. Não exigimos nem o outro nos exige, como moeda de troca, uma atitude de humilhação ou algum favor.

Ao perdoarmos, manifestamos que continuamos a confiar no outro e lhe damos mais uma vez a possibilidade de ser bom. Ao sermos perdoados, o outro continua a confiar em nós, na nossa possibilidade de mudança de vida.

Este perdão não guarda ressentimentos. Embora as feridas deixem marcas muitas vezes difíceis de sarar, o que se pede é que se tenha a coragem de ver o outro com um olhar novo.

Este perdão deve ser tão generoso, que vai ao ponto de perdoar aos inimigos. Foi esta a recomendação que Jesus deixou aos seus seguidores, no discurso das bem-aventuranças. E Ele deu o exemplo de como se deve amar: perdoou aos que o crucificavam orando: «Pai, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem!».

26