Garantir competências básicas a partir do ensino básico
Terça-feira, Fevereiro 7, 2006

Um ponto de situação foi feito num encontro, no Instituto de estudos da Criança, em Braga, entre coordenadores do projecto, representantes das escolas e das autarquias.

A necessidade de garantir desde cedo na formação individual competências básicas em Tecnologias de Informação e Comunicação, afigura-se fundamental para ajudar a garantir, no futuro, o desenvolvimento do país. Esta foi uma das conclusões finais do encontro, em Braga, entre agrupamentos de escolas e representantes autárquicos do distrito de Braga, que serviu para debater o projecto CBTIC@EB1.

António Osório fez um enquadramento dos objectivos do projecto, assim como da sua metodologia. O CBTIC@EB1 – sigla para Competências Básicas em Tecnologias de Informação e Conhecimento nas Escolas Básicas do 1.º ciclo – é financiado pelo Programa Operacional Sociedade do Conhecimento e tem o objectivo primordial de fomentar o “desenvolvimento de competências no âmbito da cidadania e literacia digital”, por forma a dotar professores e alunos com o Diploma de Competências Básicas.

A metodologia divide-se em quatro visitas, por parte de animadores formados para este efeito, às mais de 700 escolas da região. No fim, as escolas estarão aptas para trocar experiências, organizar a página da escola e o seu portfolio com os trabalhos desenvolvidos.

Paulo Dias, coordenador do Centro de Competências da Universidade do Minho (NÓNIO), referiu ser fundamental uma mudança na escola. Esta mudança passará necessariamente por um envolvimento com todos os agentes e consistirá em aprender a transformar a informação em conhecimento, partindo de um sentido de comunidade (neste caso a escola e a sua envolvente) para o global. Nessa ligação com o global, Paulo Dias, referiu que a Internet é a ferramenta de comunicação por excelência, funcionando cada computador como uma “janela de oportunidade”. No entanto, rematou fazendo referência ao atraso português nesta matéria, dizendo que “há mais janelas de oportunidades fora da escola do que dentro dela”.

Das intervenções da audiência partiram opiniões, sugestões e manifestações de desagrado pela forma como os trabalhos estão a ser desenvolvidos. Houve quem questionasse se as cinco horas de cada sessão não seriam excessivas e também houve a sugestão de tornar o programa mais flexível e adaptável à realidade de cada agrupamento de escolas.

Em Portugal, existe em média, um computador para 15 alunos nas escolas. Embora o número de inscritos no primeiro ciclo esteja a diminuir anualmente, a região do Minho ainda consegue 40% do total de alunos matriculados a nível nacional.

Texto: Paulo Dumas

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