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Formalizado acordo para acolher refugiados
Domingo, Janeiro 24, 2016

Município de Guimarães formalizou acordo de cooperação para o acolhimento de pessoas com necessidade de proteção internacional. “Guimarães Acolhe” é o nome dado ao plano de ação do Município de Guimarães para o acolhimento de refugiados.

O consórcio criado entre a Câmara Municipal, Conselho Português para os Refugiados e dezassete entidades do concelho de Guimarães foi criado com o objetivo de prestar o necessário acolhimento, socorro e acompanhamento às pessoas com necessidade de proteção internacional.

A vereadora com o pelouro da Ação Social, Paula Oliveira, expôs na reunião do executivo municipal desta quinta-feira o acordo de cooperação que estabelece o modo de funcionamento do plano de acolhimento e os compromissos assumidos pelas diferentes instituições. Adiantou ainda que tendo em conta os objetivos definidos pelo Estado, de acolher cinco mil pessoas durante os próximos dois anos, e os recursos disponíveis de cada entidade, Guimarães está já pronta a receber trinta e cinco. A proposta apresentada foi aprovada por unanimidade.

Paula Oliveira referiu que várias instituições se uniram para “diminuir o drama humano” e que o Guimarães Acolhe “é um plano em aberto e havendo mais instituições disponíveis, poderão juntar-se a este plano”. Neste momento está praticamente concluída a primeira de quatro fases do plano, a fase de preparação, sendo que “já ocorreram ações de formação e sensibilização quer para técnicos e instituições que vão acolher refugiados, quer para uma bolsa de voluntários“.

O Centro S.C.D. Sande São Clemente, que à partida estaria disponível para receber uma família de refugiados, não consta nas entidades que integram o Guimarães Acolhe. Paula Oliveira referiu ao Reflexo que, apesar de inicialmente existir essa intenção, por questões formais o Centro Social não faz parte da plataforma de apoio. Por sua vez, o Centro Social de Brito, freguesia onde se realizou a reunião descentralizada de câmara, é uma das instituições integradas no projeto.

A Vereadora da Ação Social referiu por fim que “o trabalho tem sido exaustivo e não era possível sem o envolvimento de todos estes parceiros e de toda a comunidade”. Algo que deixa Paula Oliveira com um sentimento de orgulho pela ”vontade e generosidade dos vimaranenses perante este drama”.