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Festas da Vila: uma questão de justiça
Sexta-feira, Agosto 6, 2004

Impõe-se, face ao exposto, uma palavra de estímulo aos organizadores. Ao assumir a realização das festas da vila, a Junta de Freguesia sabia correr sérios riscos. O seu desempenho seria comparado com o desempenho dos anos anteriores e quanto à capacidade de atrair financiadores era mais do que discutível dada a relutância do comércio e da indústria, comentava-se, em comparticiparem na despesa.

O brilho das festas é reconhecido. Mesmo os mais cépticos se renderam. Houve um calendário extenso que cobriu o mês de Junho e se projectou pelos primeiros dias de Julho. Houve música mais erudita e menos erudita, houve folclore e rock, houve artesanato, gastronomia e uma feira do livro. O fogo de artifício, bitola deste tipo de festas, deslumbrou milhares e milhares de espectadores.

Repito: a Junta de Freguesia ganhou a aposta e deve continuar.

Para o ano, após reflexão sobre os pontos fracos, há que preparar com mais antecedência o programa festivo, aproveitando as experiências dos protagonistas de agora.

Quem trabalhou e cumpriu não espera reconhecimento, porque apenas cumpriu um dever. Porém seria injusto deixar no anonimato a Associação de Pais dos Alunos da Escola da Charneca e o Corpo Nacional de Escutas das Taipas. Foram incansáveis e foram de uma enorme utilidade e eficiência.

Pensava ficar por aqui no meu reconhecimento, porque não sou dado a louvar o trabalho dos amigos ou camaradas: candidatamo-nos e somos eleitos para servir o povo e quando cumprimos não fazemos nada de mais, apenas o que esperam de nós. Porém, corre por aí um boato indigno a respeito do secretário, arquitecto Constantino Veiga. Em nome da Junta e com o aval dela foi ele o rosto das festas e o seu grande obreiro. O que ele idealizou e fez são créditos da Junta de Freguesia, mas não sair em sua defesa, mesmo correndo o risco de acusação de defesa de alguém que me é politica e pessoalmente próximo, seria permitir que a calúnia tivesse sucesso e a injustiça vencesse, o que nem ele nem os que com ele ergueram as festas merecem.