Festa da Fraternidade 2014 em dois actos
Terça-feira, Julho 29, 2014

O mau tempo que se verificou no fim-de-semana de 18 e 19 de julho, obrigou a Festa da Fraternidade a realizar-se em dois momentos distintos.

Na sexta-feira do primeiro fim-de-semana, apesar do mau tempo, ainda se conseguiu cumprir o agendamento previsto. O restante programa é que teve de ser transferido para a noite do sábado seguinte, 26 de julho.

E nessa altura, com o tempo a redimir-se da maldade feita oito dias antes, Cão Pitada & Luís Almeida, “abriram as hostilidades” na animação musical do recinto, neste dia, bem preenchido por populares. Mais tarde foi a vez de Jorge Lomba subir ai palco e dar continuidade ao momento musical protagonizado pelos seus antecessores.

Mas, o momento mais esperado do dia, neste tipo de circunstâncias, estava para chegar: as intervenções politicas de Cândido Capela Dias, eleito na Assembleia de Freguesia de Caldelas e Assembleia Municipal de Guimarães e de Silvio Sousa, em representação do Secretariado da Direção Regional de Braga do PCP.

Foi Cândido Capela Dias quem mais se dirigiu às questões da freguesia de Caldelas começando por dirigir-se aos presentes que foi por vontade do povo de Caldelas que a CDU voltou a ter representante na Assembleia de Freguesia, numa “posição chave” que lhe permite desfazer uma situação de empate entre Coligação Juntos por Guimarães e PS.

Referiu-se depois aos tempos de negociação que a CDU viveu antes da instalação dos órgãos autárquicos da freguesia revelando que a CDU foi “requestada, a CDU foi assediada, a CDU foi tentada com promessas, pelouros e cargos, vindas de ambos os lados” e que acabou por resistir “às tentações, para desagrado de uns quantos defensores de teses sem correspondência no quadro legal atualizado, muito menos na leitura dos resultados”.

Sem se deter nas palavras, e no sentido de esclarecer os que criticam a posição tomada pela CDU, Capela Dias vincou que ”quem quis arrastar a CDU para as margens da lei, quem se quis servir da CDU como arma de uma estratégia suicida que no limite implicava o não funcionamento da junta de freguesia e a não instalação da assembleia de freguesia, conduzindo inevitavelmente a eleições antecipadas, não o fazia a pensar no bem da freguesia, não o fazia preocupado em encontrar uma solução melhor para a freguesia, antes o fazia no quadro de uma lógica de uso das Taipas para conquistar lugares e notoriedade em Guimarães, lugares e notoriedade dentro do Partido Socialista”.

Capela Dias parece não ter dúvidas que a posição assumida pela CDU evitou que hoje se estivesse a viver “em clima de guerrilha verbal, com a junta de freguesia paralisada e os problemas a acumularem-se, a agravarem-se” e que se essa atitude contribuiu para a melhoria do ambiente político, também reconhece que “nem tudo ficou resolvido” e que “nem tudo vai bem”, apontando o exemplo, entre outros, dos problemas existentes com a feira semanal, vias de comunicação e passeios.

Criticou ainda o “centralismo da Câmara” que na sua opinião, não muda por mudar o presidente. “Há práticas enquistadas; há procedimentos enraizados; há a utilização do aparelho municipal ao serviço da estratégia do partido socialista. Mas há também a aberração de uma empresa municipal sedeada nas Taipas que funciona como interlocutor privilegiado para a câmara promover obras e investimentos na vila passando por cima do único órgão democraticamente sufragado pela população”, disse a este propósito.