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Feira Afonsina decorre entre os dias 23 e 26 de Junho no centro histórico de Guimarães
Quinta-feira, Janeiro 7, 2016

Evento terá duração de quatro dias, em vez dos habituais três, e retratará o episódio do “Recontro de Valdevez”.

A sexta edição da Feira Afonsina decorre de 23 a 26 de junho e o evento retratará o episódio do “Recontro de Valdevez”, que se traduziu num combate entre os exércitos de D. Afonso Henriques e D. Afonso VII de Castela, seu primo. Para esta edição aumentou-se para mais um dia a realização do evento, sendo a partir de quinta-feira, véspera de feriado comemorativo da Batalha de São Mamede, até domingo. A feira abrirá assim às 18:00 de quinta-feira, em vez das habituais 10:00 de sexta-feira, resultando na prática no acréscimo de mais uma noite.

A Feira Afonsina visa reconstituir o período histórico da génese da nacionalidade portuguesa, recriando os usos, costumes e tradições vimaranenses da época medieval. Através da recriação de momentos e cenários próximos dos reais, recorrendo a uma investigação constante sobre usos, costumes e episódios, a Câmara Municipal de Guimarães pretende proporcionar aos visitantes um contacto real com a história da cidade. A organização espera que várias dezenas de milhares de pessoas passem pela cidade durante os quatro dias do evento.

Na reunião do executivo municipal desta quinta-feira, além de apresentada informação genérica acerca da data e do tema da feira, foi submetida a votação uma proposta com as taxas a aplicar aos participantes comerciais. Segundo o vereador da cultura, José Bastos, a feira está a ser trabalhada “como habitualmente, e nos termos orçamentais previstos no Plano de Actividade e Orçamento, com o objectivo de conseguir uma Feira Afonsina com qualidade e sucesso em termos de adesão e participação”. As “alterações cirúrgicas” nas taxas visam “melhorar e levar a feira a lugares menos atractivos”, e a estratégia passa por praticar preços mais elevados para os locais com maior potencial de negócio e preços mais baixos para os locais menos atractivos.

“Procuramos que todas as ruelas e todas a ruas de ligação tenham alguma dinâmica, procurando dar uma maior diversidade e fluidez de público para não termos tantas dificuldades na circulação de pessoas. Também por conhecermos a importância económica da feira, ao alargar e potenciar a circulação de pessoas por mais ruas, significa que há mais oportunidade para o comércio nessas ruas”, explicou José Bastos.

Realçando que se procura envolver o maior número possível de comerciantes, voluntários e associações, o vereador da cultura adiantou que este ano os números de voluntários será claramente reforçado porque o tema, “O Recontro de Valdevez”, vai exigir a participação de muitas pessoas, inclusive alguns profissionais. Referiu também que “o envolvimento da comunidade, associações, instituições locais e comerciantes do concelho apresenta-se como um eixo de acção essencial para o sucesso do evento. Neste sentido, a organização pretende realizar acções de formação e workshops temáticos para voluntários, no intuito de dotá-los de competências que permitam a sua integração e participação nos diversos momentos de animação e na dinâmica comercial do evento”. Paralelamente, serão fornecidos conselhos e orientações aos comerciantes do centro histórico com o objectivo de os incentivar à decoração dos seus espaços. “Este esforço será complementado pela animação oficial do evento e pela implantação de artesãos e artífices em áreas específicas.”

José Bastos fez ainda um apelo a todos os comerciantes para que “façam um esforço acrescido, que tem sido feito, de respeitar as indicações” e para que “percebam a aposta no rigor e na afirmação de Guimarães, que depende sobremaneira do envolvimento e do trabalho de cada um deles”. Adiantando que percebe a pressão muito grande a que os comerciantes são submetidos nos dias do evento, refere que ”aquilo que formos capazes de solidificar hoje vai dar frutos durante muitos anos. Queremos afirmar Guimarães, a sua notoriedade e o peso histórico, que serão reforçados com esta actividade de reconstrução histórica”.