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Falta de qualidade do ar obriga a medidas adicionais
Quinta-feira, Setembro 11, 2008

Um estudo encomendado pela CCDR-N conclui que, mesmo que todas as directivas sejam cumpridas em matéria de qualidade do ar, é provável que os valores limite continuem a ser excedidos para além do definido por lei, o que obriga à tomada de medidas excepcionais.

O Plano de Qualidade do Ar na Região Norte, documento elaborado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) e pela Universidade de Aveiro, conclui que mesmo que se verifique a aplicação da legislação de qualidade do ar já em vigor, alguns indicadores da qualidade do ar continuarão a ultrapassar a soma dos valores limite e do valor de tolerância estabelecidos.

No sentido de reduzir as emissões de fontes antropogénicas, ou seja, com origem na actividade humana, o estudo coordenado por Carlos Borrego, ex-ministro do Ambiente, propõe um conjunto de 24 medidas, entre as quais, a melhoria de transportes colectivos, a diminuição de veículos pesados ou a cobrança de taxas de circulação nos centros urbanos, ou ainda a substituição de lareiras tradicionais por outras com níveis de emissões mais baixos.

O estudo baseou-se em leituras efectuadas em estações de medição da qualidade do ar espalhadas pela região. Em Guimarães os valores registados em 2004 ultrapassaram 67 vezes o nível de poluente partículas, quando o limite de é de 35 vezes. Por esta razão a região do Vale do Ave faz parte do âmbito do Plano de Qualidade do Ar na Região Norte. Aguarda-se agora a publicação de um outro documento – o Plano de Melhoria para a mesma região.

O Plano de Qualidade do Ar na Região Norte está disponível no site da CCDR-N.

site CCDR-N

Texto: Paulo Dumas

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