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Falta de acordo com a segurança social no centro das preocupações do centro social PMJS
Domingo, Janeiro 19, 2014

Ricardo Costa, presidente da direção, manifestou o seu pessimismo perante as negociações que decorrem com a direção distrital de Braga da segurança social. [texto alterado]

No final da visita dos Duques de Bragança ao centro social, Ricardo Costa deu conta da importância do estabelecimento de um protocolo coma segurança social: “O protocolo com a segurança social garante-nos mais de cinquenta por cento do custo real de uma pessoa numa instituição como esta, que é de mil euros”. Recorde-se que o lar em construção tem a sua conclusão apontada para o início do próximo verão, tem um orçamento de 2,4 milhões de euros, tendo sido apoiado em 1,062 milhões pelo POPH, onde a instituição suporta cerca de 1,2 milhões. Ricardo Costa classifica esta situação como um “presente envenenado”, pois, como refere, o centro social teve um apoio para a construção mas depois não existe ainda um apoio para a sua operacionalidade do dia a dia: “Tudo será mais difícil sem o protocolo com a segurança social. Quem precisa de uma resposta social não terá mil euros para pagar por mês ao centro social (custo real de uma pessoa em permanência). Se este fosse o único custo operacional ainda conseguíamos aguentar. A esse, temos de juntar o endividamento que o centro social tem de suportar nos próximos anos”.

Ricardo Costa deu conta que o pessimismo manifestado não tem só a ver com as condições macro económicas do país, mas sobretudo com a ausência de uma resposta positiva por parte do diretor distrital da segurança social de Braga. O presidente da direção do CSPMJS fez um apelo às entidades regionais e nacionais para que reconheçam o papel de uma instituição que completará brevemente 44 anos de existência. No entanto, finalizou dizendo que a sua equipa não é de deixar nada a meio e que já estão a ser estudadas soluções alternativas, caso não se concretize o acordo com a segurança social.

NOTA: Por lapso, no texto original, surgia o valor de 1,72 milhões de euros como o valor do apoio do POPH, quando deveria estar, como foi corrigido, 1,062 milhões de euros. As nossas desculpas aos leitores e ao CSPMJS