Falando sobre o PDM
Domingo, Maio 11, 2003

Na sessão pública da revisão do Plano Director Municipal, a Câmara veio mostrar a evolução das Taipas nos dez últimos anos ao nível da ocupação dos espaços, do ordenamento do território, das infra-estruturas e dos equipamentos, além do crescimento demográfico.

Quem esperava ouvir propostas, quem esteve no debate à espera de ficar a conhecer o que a Câmara reserva para os próximos anos saiu frustrado: nem o presidente da Câmara, nem o presidente da Junta de Freguesia adiantaram nada sobre o assunto.

Pode dizer-se que nada do que foi revelado constitui novidade para quem anda atento ao que se passa. Mas não se pode concluir que o tempo gasto foi mal empregue.

Porque se sistematizaram informações dispersas. Porque se provou com números que as Taipas já não são o que eram, e, nos tempos que correm, os números convencem os mais retraídos.

E no entanto os Taipenses sentem que ainda faltam algumas das infra-estruturas essenciais para a Vila dar o salto para a modernidade.

Faltam as acessibilidades que a aproximem de Guimarães e de Braga.

Falta definir uma estratégia para o seu desenvolvimento económico, apontando a natureza e características das indústrias a apoiar, distinguindo-as das que pelo seu impacte negativo no ambiente, na paisagem e na identidade da freguesia podem e devem ser rejeitadas.

Neste contexto se insere o pólo de ciência e tecnologia. Trata-se de um projecto que nos parece não colidir com a qualidade de vida que quanto a nós é desejável para as Taipas, mas no qual se depositam demasiadas expectativas. Por isso, a primeira abordagem ao problema do futuro imediato das Taipas decorre de haver ou não haver pólo. No próximo mês voltaremos ao assunto.