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Executivo municipal aprovou aumento de capital para a Taipas Turitermas de 1,6ME
Quinta-feira, Setembro 22, 2016

Câmara justificou a proposta de aumento de capital devido a uma reclassificação do projecto dos Banhos Novos, que resultou num corte na comparticipação dos 70% iniciais, para os 21,9% do investimento.

Os vereadores municipais fizeram aprovar, durante a reunião de 22 de Setembro, uma proposta de aumento de capital no valor de 1,6 milhões de euros da participação da Câmara Municipal na regie-cooperativa Taipas Turitermas.

Na fundamentação da proposta, o executivo municipal justificava a operação pela reclassificação do projecto de requalificação dos balneário termal pelo consórcio Provere Minho-In. Essa reclassificação implicou um redimensionamento da comparticipação comunitária do investimento dos 75% inicialmente previstos para 35%.

Por sua vez, essa reclassificação do Provere Minho In baseou-se numa reprogramação do programa, que deixou de considerar o projecto prioritário e passou a considerar a requalificação do balneário como complementar. Como agravante, devido à natureza jurídica da cooperativa, a cifra foi ainda agravada para os 21,9%.

Recorde-se que a obra de reabilitação dos Banhos Novos, que incluiu a construção da clínica médica e do centro de reabilitação física, tinha como fontes de financiamento um empréstimo bancário, que cobriria 30% do investimento e os 70% do Provere. Devido a este retrocesso, a Taipas Turitermas procura uma solução junto da Câmara Municipal de Guimarães, accionista maioritária da cooperativa.

Na discussão deste ponto da ordem de trabalhos o PSD referiu-se a um “erro grosseiro”, que terá graves consequências para o orçamento municipal. Na sua intervenção, António Monteiro de Castro lembrou o voto contra dos vereadores do PSD-CDS relativamente a uma proposta votada em reunião de 16 de Outubro de 2014, em que a Câmara Municipal de Guimarães garantiria uma almofada de até 2,6 milhões de euros, caso o financiamento do Provere falhasse.

O vereador eleito pela coligação Juntos por Guimarães, apesar de reconhecer a importância dos recusos turísticos e termais, considerou a operação da Taipas Turitermas um “investimento ruinoso” e um “poço sem fundo a desbaratar dinheiros dos munícipes”.

Domingos Bragança defendeu o aumento de capital na regie-cooperativa argumentando que se trata de um investimento estratégico para Caldas das Taipas e para o concelho de Guimarães.

O presidente da câmara defendeu ainda a gestão da Taipas Turitermas referindo que esta não precisava de injecção de capital, caso não estivesse a executar a obra de requalificação do parque de campismo e do polidesportivo do parque das Taipas, obra que a câmara quer que seja feita.

No fim Bragança acabou por referir que, se não se tivesse conseguido o financiamento comunitário, a obra nos Banhos Novos far-se-ia da mesma.

A proposta de aumento de capital da Taipas Turitermas no valor de 1,6 milhões de euros passou por maioria, com os votos contra dos vereadores do PSD e do CDS.

O vereador Ricardo Costa não participou na discussão e votação deste porto, por ser também o presidente da Direcção da regie-cooperativa Taipas Turitermas.

Este é o segundo aumento de capital feito pela Câmara Municipal este ano, tendo o último, de 135 mil euros, sido aprovado pelo executivo em Março.