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Executivo camarário aprovou Orçamento para 2008
Quinta-feira, Novembro 8, 2007

O Plano de Actividades e Orçamento da Câmara Municipal de Guimarães para o ano de 2008 foi esta manhã aprovado pela maioria do executivo vimaranense.

Com os votos contra do PSD e a abstenção da CDU, o documento aprovado prevê um total de investimentos na ordem de 107 milhões de euros, fortemente condicionado pela aprovação, ou não, de uma série de candidaturas a apresentar a fundos comunitários e ao poder central.
 
Rui Victor Costa, líder do PSD vimaranense, acabou mesmo por referir que se trata de um orçamento de “muita parra e pouca uva”. “É um orçamento que diz que dá muito às freguesias mas, não dá rigorosamente nada. Há aqui uma quantidade de verbas previstas que nunca são gastas nas freguesias. Por exemplo, as verbas, previstas no último orçamento, de apoio às obras das Juntas de Freguesia, pelas nossas contas, está a cerca de 25 a 30% de execução, o que é absolutamente miserável”. Para além desta questão, outras contribuíram para o voto contra dos vereadores do PSD, relacionadas com algumas propostas que têm vindo a ser apresentadas pela oposição a que, segundo Rui Victor Costa, a Câmara continua a não ligar. Casos das acessibilidades às vilas e freguesias do concelho e dos pólos de centralidade Taipas/Ponte e Moreira/Lordelo.

A CDU, acabou por abster-se na aprovação do documento remetendo, como tem sido hábito, uma discussão mais alargada sobre o assunto para a Assembleia Municipal destinada a discuti-lo e aprová-lo.

Por seu turno, António Magalhães desvalorizou e refutou a argumentação do PSD referindo que “a oposição – que tem de desempenhar o seu papel, como é obvio – até reconhece, de uma forma indirecta, que este é de facto um orçamento equilibrado, porventura com algumas limitações, mas que toca nas prioridades fundamentais para aquilo que é o desenvolvimento do concelho. António Magalhães, considerou ainda que as questões levantadas pela oposição não justificam o voto contra ao orçamento. Na sua óptica, “um voto contra deve ser assumido quando há antagonismos de fundo, contestados com veemência, o que não é o caso. É uma opção política que nós compreendemos”.

Relativamente à questão dos investimentos nas freguesias e vilas do concelho, e concretamente no que diz respeito às Taipas, o Presidente da Câmara acabou mesmo por referir que “se há sitio onde a Câmara tem investido fortemente, é nas Taipas. Sobretudo no Avepark. O Avepark vai ser, de certeza, a mola real de uma indústria de 3ª geração que o concelho nunca teve e que estará localizada a partir dali. As Taipas vai funcionar para o concelho em termos industriais como, durante muito tempo, funcionou Selho e Moreira de Cónegos. A vila das Taipas vai ter de começar a preparar-se para receber as pessoas que vêm para ali. Contrariamente ao que muitos vaticinaram, na altura em que se soube que o Instituto Ibérico não ficaria no Avepark, o Avepark não morreu. O Instituto Ibérico é que ainda não nasceu e o Avepark está de boa saúde.”

Na reunião do executivo foram ainda aprovadas por maioria as novas Tarifas de Resíduos Urbanos para 2008 (com voto contra da CDU) que prevêem um aumento de 5% ao valor pago actualmente pelo munícipes e o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) a vigorar em 2008 (votos contra do PSD e CDU) que se cifrará em 0,8% para os prédios urbanos e 0,4% para os prédios avaliados nos termos do CIMI.

Manuel António Silva

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