PUB
Elisabete Matos recebeu medalha de honra e é cidadã benemérita de Caldelas
Segunda-feira, Junho 20, 2016

O salão nobre dos Bombeiros Voluntários das Caldas das Taipas encheu-se no final da tarde de domingo, 19 de Junho, dia da vila de Caldas das Taipas, para assistir à sessão solene da imposição da medalha de honra da cantora lírica taipense, Elisabete Matos.

Numa sessão solene da Assembleia de Freguesia, agendada para o Dia da Vila das Caldas das Taipas, a cantora Elisabete Matos recebeu o título de cidadã benemérita da freguesia, uma distinção pela sua carreira, reconhecida internacionalmente. Coube a Constantino Veiga, presidente da Junta de Freguesia de Caldelas fazer a entrega da medalha de honra, do diploma e do crachá dourado com a heráldica da freguesia.

Antes da entrega, a sessão ficou marcada por um conjunto de intervenções dos representantes políticos, com assento da assembleia. A ocasião não deixou de ser aproveitada para a troca de mensagens políticas, de créditos partidários e onde, por fim, não se deixou de evidenciar a importância do percurso da homenageada e da distinção que os mesmos partidos decidiram atribuir por unanimidade.

A naturalidade e o percurso de Elisabete Matos foi referido como das principais razões para esta distinção da freguesia, cuja proposta foi apresentada pela Junta de Freguesia, justificada porque “a terra que a viu nascer e crescer até à idade adulta ainda não a tinha homenageado condignamente e por ser um reconhecimento que se impõe”.

O presidente da Assembleia de Freguesia, Mário Augusto Ribeiro, observou que apesar das paragens longínquas que a artista tem pisado, nunca esqueceu as suas origens e deixou de regressar sempre à vila e de se relacionar com os seus conterrâneos. “Mesmo depois de se ter tornado uma celebridade mundial, continua a Elisabete de sempre, nunca deixa de cá vir e a frequentar os mesmos sítios de sempre” – referiu o presidente da mesa.

A artista taipense, não negando o significado das condecorações, relativizou a sua importância – “recebê-las não me fez melhor artista, nem sequer melhor pessoa. Provocam sempre uma reflexão, como se entre tantas viagens e tantas estreias, não tivesse a percepção de quem sou, nem onde cheguei e alguém me sussurrasse ao ouvido que algo de bom terei feito para que me reconheçam”.

Desta vez, porém, a condecoração e o reconhecimento da sua terra natal terá sugerido mais do que a habitual reflexão sobre o que terá feito de bom. Elisabete recordou as suas vivências infantis percorrendo os campos de margaridas onde, disse, nasceram os seus sonhos, sem nunca imaginar que passados tantos anos estaria ali perto a receber uma condecoração dos seus conterrâneos.

Na sua intervenção, já após a imposição da medalha de honra, Elisabete Matos não deixou de se referir às suas origens e em particular a seu pai – Domingos Matos, antigo músico da Banda Musical de Caldas das Taipas – “o meu pai, que está nesta sala comigo, educou-me no trabalho e na responsabilidade. A sua educação foi sempre o pilar onde me refugiei nos maus momentos e a sua ternura fez nascer em mim toda a bondade, a alegria e o amor necessários para interpretar artistas como Verdi, Puccini ou Wagner”; e a sua mãe, a quem atribuiu a força para não se render e a segurança, que ainda hoje a acompanha.

Terminou agradecendo a “demonstração de carinho” – “as coisas realmente importantes na vida são muito poucas – o humano, o verdadeiro são invisíveis e esta homenagem, que me fazeis, ficará para sempre na minha memória”, concluiu.

A condecoração de Elisabete Matos aconteceu no dia 19 de Junho, dia em que se assinalou o 76.º aniversário da elevação de Caldas das Taipas, em Caldelas, à categoria de vila. A sessão que decorreu no salão nobre da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários das Caldas das Taipas, às 18 horas. Estiveram presentes na sessão representantes de instituições da vila e vereadores municipais. O presidente da Câmara Municipal de Guimarães delegou a sua representação no vereador Ricardo Costa.