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Eleito grupo de sócios para gerir administrativamente o CC Taipas
Sábado, Junho 20, 2009

Da assembleia extraordinária marcada para sexta-feira, 19 de Junho, temeu-se que o CC Taipas caísse de novo num limbo directivo. Avançou uma Comissão Administrativa para “se começar a trabalhar”.

O ponto único da ordem de trabalhos dava conta que, a sessão extraordinária da Assembleia-Geral do Clube de Caçadores das Taipas, tinha o propósito de eleger os órgãos directivos do clube para os próximos anos. No Salão Nobre das instalações dos Bombeiros Voluntários compareceram cerca de quatro dezenas de sócios. Amâncio Mendes, presidente da Direcção demissionário solicitou ao presidente da mesa para ser dispensado invocando motivos pessoais.

Nenhuma lista terá sido apresentada dentro das condições previstas nos estatutos clube, o que obriga os órgãos demissionários a manterem-se nas respectivas funções. Este constrangimento levou o presidente da mesa da Assembleia-Geral, Manuel Marques, a questionar se haveria, dentro dos sócios presentes na sala, propostas de lista para os cargos directivos.

Abel Marques, apresentou-se como porta-voz de um grupo de sócios, propondo à mesa que fosse votada a instituição de uma Comissão Administrativa cuja tomada de posse dos seus órgãos ficaria dependente da apresentação de um relatório “donde conste a exacta realidade financeira do clube”, assim como de uma “declaração de honra”, assinada pelo presidente cessante, Amâncio Mendes, atestando a veracidade das informações do relatório.

Parte da proposta fazia também referência à eleição de novos corpos para a Assembleia-Geral e Conselho Fiscal: João Batista Ribeiro como presidente da Assembleia-Geral; Manuel António Ribeiro como presidente do Conselho Fiscal. A Comissão Directiva seria composta por um grupo inicial de sócios, alguns dos quais parte dos órgãos cessantes.

Manuel Marques lembrou que os Estatutos do clube não prevêem Direcções condicionadas e que as Comissões Administrativas apenas poderão vigorar durante 120 dias ao contrário de outra figura também prevista nos estatutos – a Comissão Directiva.

A proposta foi discutida e alguns sócios propuseram que se alterasse a proposta original, eliminando a condição da apresentação do relatório. João Batista, dirigente histórico do clube, referiu-se à “situação caricata” a que tinha chegado o clube e propôs a tomada de posse imediata, com a cessação das funções do presidente em gestão e que a situação deveria ser resolvida entre os intervenientes “com uma boa conversa”.

Outro sócio, António Joaquim Oliveira, questionou a mesa sobre se a condição da apresentação das contas não iria redundar na situação actual, em que os sócios reclamam o conhecimento das contas, sem que tal vontade seja satisfeita.

A proposta do “grupo de sócios” apresentada por Abel Marques foi aprovada por todos os sócios presentes. A tomada de posse não se consumou com a justificação de não estarem presentes todos os sócios do grupo (faltaram três). A apresentação ou não das contas como condição para a tomada de posse não ficou clara dividindo-se as opiniões sobre o que realmente tinha sido votado na assembleia.

Texto: Paulo Dumas

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