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Eleições determinarão representantes partidários para a XIII Legislatura
Sexta-feira, Outubro 2, 2015

Domingo às 8 horas abrem as urnas para mais um exercício do dever democrático. Nada está decidido e desta vez, nem as sondagens apontam um vencedor claro.

No próximo domingo, 4 de Outubro, os portugueses estão convocados para ir às urnas eleger os seus representantes no Parlamento para a próxima legislatura. Ao todo são 230 deputados que serão eleitos, 19 dos quais serão eleitos entre os candidatos ao Círculo Eleitoral de Braga.

Esta eleição está entre uma das mais disputadas de sempre, de acordo com as sondagens publicadas diariamente. É particularmente aos partidos do designado “centrão” que é dado maior distanciamento, relativamente aos outros partidos, cuja representatividade é menor, de acordo com as mesmas sondagens.

Há três hipóteses de partida, que parecem as mais prováveis: a maioria absoluta da coligação Portugal à Frente (que junta PSD e CDS); ou do Partido Socialista; o terceiro cenário é que nenhum dos dois consiga maioria absoluta, abrindo derivações de vários cenários possíveis à direita ou à esquerda, com vários arranjos pós-eleitorais entre os partidos.

A incerteza relativamente ao dia seguinte estará a deixar inquietos os analistas políticos e, provavelmente ainda mais, os responsáveis partidários. As acções de campanha têm-se tornado mais incisivas e algumas têm alterado o seu discurso consoante os resultados diários das sondagens (de algumas gafes e de polémicas também).

Sendo um cenário provável que nem coligação PSD/CDS, nem o PS consigam maioria absoluta, os partidos tradicionalmente menos representados poderão ter um papel determinante na constituição do governo da XIII legislatura.

O voto (um que seja) é, portanto, importante para o resultado que se vier a apurar na noite de Domingo. A abstenção tem sido um dos elementos mais marcantes dos últimos exercícios eleitorais. Nas legislativas de 2011 a abstenção foi de 41,9%, uma fatia que não tem parado de crescer desde as primeiras eleições em 1975 – nessa altura a abstenção ficou-se pelos 8,5%.

O dia das eleições será de chuva, o que poderá ser motivo para não ir votar. Os partidos desmultiplicam-se no apelo ao voto. O actual primeiro-ministro apela à maioria absoluta da coligação Portugal à Frente e pede que esta seja decidida nas urnas, caso contrário, diz Pedro Passos Coelho, Portugal terá um Governo que não corresponderá à vontade popular; também António Costa, do Partido Socialista, pede aos eleitores um resultado “absolutamente inequívoco”; Jerónimo de Sousa da CDU declara “guerra à direita” e tranquiliza o PS, qualquer que seja o resultado; Catarina Martins, do Bloco de Esquerda, pede o voto aos “que foram enganados pela direita”.

As estruturas partidárias distritais concentram-se nesta recta final que termina às 24 horas de sexta-feira, 2. A partir da meia-noite cumpre-se o designado período de reflexão, que durará (em teoria) até à hora de fecho das urnas, às 19 horas de domingo. Se não sabe o seu número de eleitor ou não sabe onde votar consulte o Portal do Eleitor (www.portaldoeleitor.pt). Faça chuva ou faça sol o seu voto é importante e pode ser decisivo. Portanto, é importante que vá votar!