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Eleições Autárquicas 2013 | Candidatos desdobram-se em iniciativas
Sexta-feira, Setembro 20, 2013

No derradeiro fim-de-semana antes das eleições autárquicas, os candidatos das diferentes forças políticas desdobram-se em iniciativas de campanha.

Diversas freguesias da zona Norte do concelho de Guimarães recebem, este Sábado e Domingo, a visita dos líderes dos diferentes partidos candidatos às eleições autárquicas de 29 de Setembro.

No Sábado, a partir das 14.45 horas, a comitiva da CDU, estabelece contacto com a população de S. Martinho de Sande.

Pela mesma hora, Domingos Bragança, do PS, acompanha uma caravana automóvel na freguesia de Balazar, seguindo-se uma festa-comício em S. Lourenço de Sande (Largo da Igreja). O candidato do PS participa, à noite, num jantar de apoio a Miguel Sousa, em Ponte (Pavilhão da EB 2,3).

Ainda no Sábado, a Coligação Juntos por Guimarães, participa num arraial (17 horas) em S. Salvador de Briteiros.

A comitiva de André Coelho Lima, já no Domingo, volta à zona Norte do concelho para participar nos comícios a realizar em Santo Estêvão de Briteiros (17 horas) e Longos (17.30 horas).

O PS, no Domingo, participa nos convívios a realizar nas Taipas (Mercado, durante a tarde), Longos (Largo da Igreja, 18:30 horas) e Briteiros São Salvador (Casa do Povo, 19:30 horas).

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Eleições Autárquicas 2013 a 29 de Setembro
Quinta-feira, Junho 13, 2013

O Conselho de Ministros, reunido esta Quinta-feira, decidiu marcar as eleições autárquicas para o dia 29 de Setembro.

As Eleições Autárquicas 2013 vão realizar-se no dia 29 de Setembro. Foi esta a decisão do Conselho de Ministros, realizado esta Quinta-feira, e que “contraria” aquele que era o desejo de todos os partidos sobre o assunto. A maioria parlamentar CDS-PP/PSD sugeriram 22 de Setembro, o PS e BE apontaram para 13 de Outubro e o PCP para 6 de Outubro.

Os processos de candidatura terão de ser apresentados perante o juiz da comarca competente em matéria cível com jurisdição na sede do município respetivo, até ao 55º dia anterior ao da eleição.

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Eleições Autárquicas 2005
Quarta-feira, Novembro 2, 2005

O resultado das eleições autárquicas de 9 de Outubro confirmou que a vida politica, mesmo a nível da freguesia, se encontra bipolarizada no PS e no PSD.

As outra forças politicas concorrentes correm por fora, num campeonato diferente que não o do domínio.
O resultado verificado permite, ainda, concluir que a sigla partidária ainda é uma referência decisiva na formação da vontade politica. Esta regra, que me parece evidente, comportou, no concelho, honrosas excepções: a da freguesia de Selho S. Jorge e a da freguesia de Moreira de Cónegos, por sinal duas vilas das 9 povoações elevadas no concelho. Aqui a CDU impôs-se; no entanto, o PS aparece como o partido mais votado para a Câmara Municipal. Terá que se dizer que, nestas freguesias teve importância primordial e decisiva a figura do candidato.
As Taipas foram a freguesia onde a vontade de mudar foi mais forte: o PSD ganhou os três escrutínios – assembleia de freguesia, câmara municipal e assembleia municipal.
Poderíamos elencar as razões que se me afiguram mais relevantes para esta mudança:

1. A transição de candidato no PS;

2. A Campanha agressiva do PSD que centrou a sua propaganda na figura do cabeça de lista – Constantino Veiga;

3. A reconciliação das Taipas com o seu PSD;

4. A existência da lista dos independentes, TAC que, estou convencido, conquistou mais votos ao PS do que ao PSD;

5. A vontade de declarar democraticamente à Câmara de Guimarães que as Taipas são uma caso à parte no panorama concelhio constituindo este resultado um alerta, “um sinal”- palavra tão usual na boca do Presidente da Câmara – de que as Taipas merecem uma atenção especial nas acessibilidades e na preservação do seu património histórico, e actual, mais valioso.

Esperemos que o Presidente da Câmara de Guimarães “esteja atento” aos “sinais” que emanam desta localidade para responder positivamente aos anseios de uma população que começa a ganhar consciência da sua importância.

Até ao próximo número

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Eleições Autárquicas 2005
Segunda-feira, Outubro 31, 2005

Inicio a minha actividade de colunista neste jornal debruçando-me sobre os resultados eleitorais das autárquicas na nossa freguesia.

Assistimos a uma inesperada vitória absoluta do PSD. Os taipenses quiseram mudar e, ironicamente, fizeram-no no final do mandato em que a Câmara Municipal de Guimarães mais investiu na nossa vila.
Depois de ter felicitado pessoalmente os principais elementos do partido vencedor, aproveito este espaço para, novamente, o manifestar.
O PSD, como ditou o sufrágio, terá o privilégio de governar sozinho. Faço votos para que trabalhem muito e cumpram o seu programa eleitoral, sempre em benefício da nossa vila e dos taipenses.
Da nossa parte, e cumprindo a vontade popular, teremos uma postura de oposição. E nesta tarefa tentaremos dar um exemplo de seriedade, rigor e competência, actuando sem qualquer tipo de invejas ou ódios pessoais. Elogiaremos e apoiaremos a Junta quando for caso disso, mas criticaremos e votaremos desfavoravelmente as propostas que não prossigam os superiores interesses da nossa população. Não seremos uma barreira obstrutiva ao progresso da nossa vila. Seremos, antes, uma oposição responsável e consciente, que terá como fio condutor a procura do melhor para as Taipas e para os taipenses.
Muitas terão sido as razões para a derrota do PS, razões estas que já foram devidamente apuradas e analisadas ao nível interno da lista. E, não obstante este desaire, uma coisa é certa: o Partido Socialista pode ter perdido esta eleição, mas ganhou uma excelente equipa que trabalhará muito por esta terra.
Relativamente à campanha eleitoral, é minha convicção de que, se recuássemos no tempo, não modificaria absolutamente nada. Continuo a pensar que tínhamos a melhor lista, que fizemos uma campanha correcta, digna e sempre pela positiva. Defendemos determinados valores e temos uma forma de estar, tanto na política, como na vida, que nos coíbem de fazer uma campanha populista, centrada no ataque pessoal e utilizando a táctica da vitimização.
Finalmente, não posso deixar de aqui exprimir a surpresa, o espanto e também, porque não dizê-lo, o desagrado pelos resultados verificados na eleição para a Assembleia Municipal. Por mais ódios pessoais ou diferenças partidárias que possam existir, julgo que o facto de o PS ter apresentado, como cabeça de lista para este órgão, um taipense seria motivo para todos nos unirmos e com orgulho votarmos massivamente na eleição do Sr. Eng.º Carlos Remísio. Mas, enganei-me, pois o Sr. Dr. Emídio Guerreiro, pelo menos na freguesia de Caldelas, teve mais votos que o taipense. Há razões que a própria razão desconhece…
 
Post-scriptum – Uma última nota para me referir ao facto de o Governo se preparar para inscrever, no PIDDAC para o ano 2006, uma verba no valor de 80.000 euros destinado ao pavilhão desportivo da nossa Escola Secundária. Para quem, como eu, passou vários anos de vida naquela instituição, foi com agrado e com sensação de justiça feita que acolhi esta boa notícia.

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Eleições Autárquicas Antonix Magalhix, um irredutível gaulês
Quarta-feira, Janeiro 2, 2002

Antonix Magalhix é muito mais que o chefe da aldeia gaulesa Abraracourcix, é um autêntico Obelix. De certeza que caiu no caldeirão da poção mágica quando nasceu.

Nas histórias do Asterix, o império romano antes de Cristo estendia-se por toda a Gália. Toda? Não! Existia uma aldeia de irredutíveis gauleses onde os romanos levavam das boas.
O venerável druida Panoramix preparava uma poção mágica, que dava a beber aos gauleses antes das batalhas e os tornava invencíveis. O único que não podia beber desse líquido era o Obelix que tinha caído no caldeirão quando era pequeno.
A composição da poção mágica, alvo de muita inveja e intrigas, continuou no segredo dos deuses até aos dias de hoje.
Regressando ao presente, em Dezembro último tivemos mais umas eleições autárquicas. Cavaco Silva, antigo primeiro-ministro, dias antes das eleições “pedia” aos eleitores que dessem uma “vassourada” no poder autárquico socialista. De certeza que não lhe foi para fazer a vontade (pois os mesmos eleitores também a experimentaram nele), mas o que é certo é que de Norte a Sul não faltam exemplos de autênticas “limpezas” camarárias. Não sabemos quem fez a vassoura, mas que ela chegou a locais bastante inacessíveis e quase impossíveis de chegar, lá isso chegou.
A todos? Não! Alguns municípios continuaram a resistir. Um deles foi precisamente Guimarães. Antonix Magalhix é muito mais que o chefe da aldeia gaulesa Abraracourcix, é um autêntico Obelix. De certeza que caiu no caldeirão da poção mágica quando nasceu. Sofreu várias invasões dos “romanos” e a todas resistiu. Uma das últimas, os dissidentes da tribo vizelix ainda lhe retiraram uma parte da aldeia, mas não foi o suficiente para pôr em causa o seu poder sobre o resto do território.
É bonito de se ver a fila dos chefes das tribos no convento de Santa Clara à espera da sua vez para beberem a sua parte da poção mágica. Os poderes desta poção são tão fortes que se assiste, nas vésperas dos combates eleitorais, a alguns chefes mudarem o estandarte que até então defendiam, para poderem ostentar as cores da tribo da poção mágica.
Os seus inimigos bem procuram o segredo da poção mágica que os socialistix bebem antes de cada batalha eleitoral.
Como não somos como o Uderzo e Goscinny (autores do Asterix), nós sabemos o segredo da poção mágica e vamos divulgá-la.
No mesmo caldeirão deve-se juntar duas plantas que parecem inconciliáveis, mas que distribuídas em doses certas e nos locais apropriados têm um efeito avassalador sobre os habitantes de um determinado território.
Cultura e futebol. Pois é! Nada mais simples, trata-se de distribuir cultura e futebol em doses quanto baste e nos locais certos e temos a vitória ao nosso alcance.
No centro da aldeia, o local mais seguro, onde vivem e estão sediados aqueles que não podem combater, mas são capazes de incendiar a opinião pública e gostam de ouvir o bardo Assurancetourix a tocar e cantar, distribui-se uma série de eventos culturais ao longo do ano para os manter entretidos, sossegados e de barriga cheia (culturalmente claro). Fica caro, mas não importa, temos um grupo que não pode criticar onde mais gostaria de criticar. Tal como no Asterix, estes, quando estão calados, pode dizer-se que são bons companheiros! Claro que se alguns ainda ousam levantar a voz, atam-se à mesma árvore que os gauleses costumam atar o bardo durante os banquetes.
No restante território, a poção mágica deixa de levar a planta da cultura e entra a planta do futebol. Não se deve confundir com a planta do desporto, é mais complicada e não dá tanto efeito na batalha eleitoral. A construção de um campo de futebol e a constituição de uma equipa é mais eficiente e dá mais frutos. Os chefes tribais ficam obcecados em fazer melhor que o vizinho do lado e os outros problemas deixam de ser importantes.
Claro que a juntar à poção mágica temos de ter um combatente que distribua “porrada a torto e a direito”, mas que também seja um artista, tal como o Obelix. Quem melhor que ele faz os menires?, que até já são reconhecidos como património mundial?
Por vezes, a poção não resulta, mas são casos muitíssimo raros. Como se trata de uma poção muito utilizada pode-se estragar com o tempo.
Talvez seja o caso da utilizada em Caldix das Taipix. É um facto que o PS venceu mais um combate eleitoral, mas a vitória não foi concludente como as anteriores. Apesar de vencedor, os seus adversários políticos ainda podem fazer estragos.

Nota: O artigo foi escrito em 2001. Qualquer semelhança com as eleições em 2005 será mera coincidência?

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