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Ecovia de Guimarães começará de Creixomil para Mesão Frio
Domingo, Março 13, 2016

O estudo da primeira fase da ecovia de Guimarães, apresentado no dia 11 de março no Laboratório da Paisagem, em Creixomil, aponta para um percurso de 16 km que será implementado da veiga de Creixomil em direção à via, já existente, em Mesão Frio, na antiga ligação de caminho de ferro entre Guimarães e Fafe.

Coube a Paula Teles e Ana Silva da empresa MPT a apresentação do pré-projeto para a parte da ciclovia, certamente a mais complicada, que a Câmara Municipal pretende levar a cabo por todo o concelho de Guimarães. A heterogeneidade do território, que estes 16 km atravessam, é a maior dificuldade que os autores do projeto encontraram.

As soluções são diversas e procuram ultrapassar os constrangimentos que os inúmeros cruzamentos de vias provocam e o facto de estarmos perante grande parte do percurso ser desenvolvido em plena cidade. “A cidade não está preparada para as bicicletas”, referiu Paula Teles, acrescentando que este projeto ajudará a construir um “território das pessoas e uma cidade de afetos”, defendendo que Guimarães deveria ser desenhada para os peões, depois para as bicicletas e, só depois, para os transportes públicos.

Por sua vez, a arquiteta paisagista, Ana Silva, apresentou as propostas de adaptação da via para as diferentes ruas que atravessará na cidade, que a mesma ligará e que terá um “contador de bicicletas” em dois pontos estratégicos para servir como avaliador da própria utilização da ecovia.

Amadeu Portilha, vice-presidente do executivo vimaranense, abriu o debate ao público que foi apresentando algumas críticas ao projeto. José Cunha, presidente da direção da AVE (Associação Vimaranense para a Ecologia) considera que se está perante uma via de lazer e não uma via de transporte diário e que para o quotidiano das pessoas “não resolverá nada”. Torcato Ribeiro, vereador da CDU, começou por referir que ficou com a mesma “sensação” de José Cunha e que o projeto deveria privilegiar as “ligações entre as diferentes localidades”, que esta questão deveria ser a primeira prioridade e não a questão do “lazer”.

Domingos Bragança, presidente da Câmara, afirmou que “ninguém nos vai fazer desviar deste projeto”, mas que o seu executivo e a empresa responsável estariam abertos a todas as colaborações e que todas as sugestões seriam bem-vindas. À questão de “quanto custará a obra”, respondeu que só teria valores quando o projeto estivesse fechado, reafirmando o que já tinha dito noutras alturas, que seria um projeto alvo de uma candidatura a fundos comunitários. Relativamente ao “quando começa”, foi dizendo que tudo está a ser preparado para que tenha início até ao final de 2016. Domingos Bragança voltou a afirmar que a via não se ficará por esta ligação e que avançará para Pevidém, Silvares, Ronfe e chegará a Caldas das Taipas.