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Ecoibéria nega que a sua actividade seja nociva para o ambiente e para a saúde
Quarta-feira, Outubro 28, 2015

A administração da Ecoibéria lamenta as declarações do vereador Monteiro e Castro, acusado-o de desconhecer a actividade da empresa e esclarece que não prejudicará a candidatura a Capital Verde Europeia.

O conselho de administração da Ecoibéria dirigiu-se ao vereador António Monteiro e Castro, a propósito das declarações que este emitiu acerca do processo de instalação de uma unidade de valorização de resíduos em Guimarães, na freguesia de Penselo.

A Ecoibéria aponta que as objecções proferidas pelo vereador do CDS se devem ao “desconhecimento” relativamente ao processo de licenciamento e aos impactos que a instalação daquela unidade poderá ter no meio ambiente.

A carta datada de 21 de Outubro e assinada por Jorge Lemos, administrador da Ecoibéria, foi motivada pelas declarações de Monteiro e Castro quando este, na última reunião do executivo municipal, de 15 de Outubro, referiu que a câmara iria “deixar cair a Capital Verde ao aceitar a instalação de uma indústria poluente”, referindo-se ao projecto que a Câmara Municipal acolheu como sendo de interesse económico para o município.

Na missiva são descriminados, em dezasseis pontos, os argumentos nos quais a administração da Ecoibéria se defende da polémica que estalou com a transmissão de uma reportagem sobre o assunto no programa de informação Sexta às 9, da RTP, no dia no dia 25 de Setembro.

Em síntese, a administração da Ecoibéria sustenta o investimento de 4,5 milhões de euros, que deverá levar à criação de 50 postos de trabalho. Esclarece que a sua actividade não é poluente, não utilizando materiais poluentes, nem nocivos para a saúde ou para o ambiente. Pelo contrário, a Ecoibéria deverá contribuir para a redução da libertação de 14 mil toneladas de plástico para o meio ambiente, lê-se no documento.

Além disso, a Ecoibéria esclarece que é uma empresa certificada e segue as directivas europeias em matéria ambiental, particularmente na área da gestão dos resíduos sólidos e que em nada prejudicará o projecto de candidatura de Guimarães a Capital Verde Europeia.

Por último, a administração da Ecoibéria esclarece que a decisão de saída do concelho de Vila Nova de Famalicão se baseia numa “decisão de gestão” e que aquele município nunca se opôs à sua permanência no seu território tendo, pelo contrário, procurado alternativas para satisfazer as necessidades da empresa. A saída de Famalicão justifica-se por as actuais instalações não terem as condições necessárias e pela opção de criar instalações próprias de raiz.

Ainda de acordo com a carta da administração da Ecoibéria, a opção da empresa por se instalar em Penselo justificou-se pelo critério da possibilida de ali ser possível a construção de “instalações próprias e mais modernas”. No entender da administração da empresa a Ecoibéria será um motivo de valorização do território da freguesia e do concelho.