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EB 2,3 de Caldas das Taipas
Domingo, Maio 8, 2005

Faz precisamente 18 anos que saiu a 1ª edição d’O Pequeno Jornalista, em Maio de 87, em folhas A4, policopiado na escola

Faz precisamente 18 anos que saiu a 1ª edição d’O Pequeno Jornalista, em Maio de 87, em folhas A4, policopiado na escola, tendo as reduções da altura sido efectuadas na Escola Secundária de Caldas das Taipas, porque a nossa fotocopiadora estava avariada. Que aventura! Tanta correria! Tanta excitação! Tanto entusiasmo!
Foi também por esta altura que nasceu o Clube de Jornalismo, um Centro de Tempos Livres, com crédito horário (16 horas), que chegou a ter 120 alunos inscritos, a quem se ministrava um mini-curso de jornalismo, leccionado por quatro professores, e que culminava com uma visita a um jornal, o Correio do Minho, inicialmente ainda feito numa fase de «corta e cose» e, posteriormente, já informatizado.
Com essa 1ª edição, cheia de aventuras e de situações mais ou menos caricatas, com três tiragens (todas esgotadas), surgiu a ideia, depois projecto ambicioso, de constituir um jornal impresso numa gráfica. E o jornal apareceu após uma campanha de angariação de anúncios publicitários, que teve eco junto da comunidade.
Também os discentes nos acompanharam ao longo do trajecto, com a sua presença activa, por vezes «forçada», contribuindo com os seus trabalhinhos. Os docentes também estiveram, alguns com as suas críticas «destrutivas», desde o aparecimento do jornal. Contudo, apesar destes Velhos do Restelo, que existem sempre e que aca-bam por incentivar em vez de deitar abaixo, contra tudo e contra todos, o jornal impôs a sua pre-sença e conquistou o seu merecido lugar de relevo junto desta comunidade educativa, onde é o fiel repositório da sua história (o Noticiário Escolar é uma das secções mais ricas do jornal, na medida em que todas as actividades da escola são noticiadas ou merecedoras de reportagem.).

Jornal premiado
O Pequeno Jornalista merece o lugar de destaque que hoje lhe é reconhecido, já que, por duas vezes – as únicas em que concorreu! – conquistou um prémio no Concurso Nacional de Jornais Escolares, na sua categoria: o 1º, em 91/92, com um honroso 2º lugar, tendo a cerimónia da entrega de prémios ocorrido na nossa escola, então Escola Preparatória de Caldas das Taipas; o 2º, em 95/96, com um 3º lugar e entrega de prémios em Viana do Castelo.
Em 97/98, ainda nos aventurámos ao Concurso de Jornais em Edição Electrónica (foi quando surgiu o site da escola!), só que, na altura, procurámos dar um passo maior do que a perna. Ficou-nos a satisfação de ter concorrido e de ter conseguido a proeza de editar três jornais em edição electrónica e três jornais em edição impressa no mesmo ano. Ufa! Que trabalhão! Que ano esgotante! Tanta adrenalina!
O jornal também foi pioneiro na utilização das TIC, já que desde os tempos do velho ambiente GEM, a sua coordenadora utilizava os programas Publish e Wordstar. Mais tarde, com o ambiente WINDOWS, a composição do jornal ficou facilitada e os próprios alunos começaram a utilizar o computador para a apresentação dos seus trabalhinhos.
Assim, quem folheia o Pequeno Jornalista pode aperceber-se de todas as transformações ocorridas desde a hora do texto manuscrito até à actualidade, em que são raras as intervenções manuscritas. Há excepções e uma delas respeita o PRÁ PEQUENADA, o suplemento que há 13 anos representa os JI’s e as EB1’s, onde o grafismo das próprias crianças tem uma gran-de importância.

Sempre a evoluir
A evolução do jornal não ficou por aí. A cor apareceu em 94/95 com o projecto «Transformar a Escola numa Mini-Cidade», também para ajudar a dar ênfase à Páscoa Minhota e às tradições pascais desta zona, que, este ano de 04/05, a entrar na segunda década de concretização, contou com a presença de Sua Exª Reverendíssima, D. Jorge Ortiga, Arcebispo Primaz de Braga. Foi por esta altura que as páginas começaram a ter o mesmo Pequeno Jornalista à esquerda ou à direita, conforme fossem pági-nas do lado esquerdo ou do direito. Nos primeiros números, quando o número de secções era menor, o Pequeno Jornalista tinha uma carinha adaptada a cada secção e aparecia sempre do lado direito da página. Hoje, as secções multiplicaram-se e o jornal criou uma roupagem uniforme e constante, adulta. O número de páginas que era flutuante também se fixou nas 28, se bem que não seja vinculativo.
Por necessidade, atendendo ao custo de cada tiragem e à manutenção do preço dos anúncios, o jornal tornou-se semestral, editando um no início do ano com o noticiário do fim do ano anterior e o outro durante o mês de Abril/ Maio com o material do ano lectivo respectivo.
No ano da maioridade do Pequeno Jornalista, não vamos inovar, vamos optar pela continuidade. No 18º ano da sua existência, o Pequeno Jornalista continua incansável no seu trabalho de cobertura ao que de bom se faz na escola/ agrupamento, constituindo uma boa fonte para a sua avaliação interna e externa, pois que o jornal é enviado para muitas entidades oficiais e chega a locais bem distantes e recônditos do país, através do intercâmbio instituído. Tendo sido o seu valor reconhecido local e nacionalmente, o Pequeno Jor-nalista continua a impor-se através da tripla função que toda a imprensa deve partilhar: informar, formar e divertir, tendo sempre tido um papel interventivo junto da comunidade, transmitindo-lhe igualmente as mudanças que se vão concretizando no campo da educação, ajudando a mudar mentalidades.
Resta agradecer a todos quantos contribuíram para a feitura de todos estes números, ao longo de todos estes anos, a todos quantos deram muito do seu tempo por carolice, principalmente à sua coordenadora desde a primeira hora, a professora Teresa Portal, esperando que o Pequeno Jornalista continue vivo e de boa saúde e que, daqui a alguns anos, possamos todos comemorar as suas Bodas de Prata, numa grande Festa de aniversário.

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