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Duas notas
Domingo, Outubro 31, 2004

Primeira nota:
Foi colocado um conjunto semafórico no fatídico cruzamento do Alvite, correspondendo a preocupações pertinentes de peões e automobilistas conscienciosos.

Não sendo a única solução possível, outras haveriam como, por exemplo, a tão propagandeada rotunda, a opção pelos semáforos parece-me a mais adequada e a que melhor serve os interesses em presença: acautelando a segurança das pessoas, sustém os ímpetos dos condutores mais imprudentes e, ao que nos disseram, permite a gestão do tráfego automóvel em moldes modernos, porque o vermelho é permanente e só passa a verde se a viatura circular a velocidade reduzida. Espera-se que a segurança no local melhore.

Segunda nota:
Caso a Junta de Freguesia leve à prática a recomendação da Assembleia de Freguesia – e nada faz crer que seja outra a sua intenção –pode-se dizer que estamos perante uma decisão de vastas consequências no presente e no futuro próximo da vila. A CDU recomendou:

1) Que a Junta de Freguesia elabore proposta de resolução dos casos de construções clandestinas. Pretende-se a identificação dos casos, a sua localização no terreno e uma opinião expressa e fundamentada sobre os casos inventariados, propondo à Câmara a sua eventual legalização;

2) Que a Junta apresente proposta de ordenamento do território da vila, fixando novas áreas para ocupação dos solos. Pretende-se uma reflexão sobre terrenos para construção de habitação e de equipamentos sociais, para os próximos dez anos;

3) Que a Junta reflicta sobre as áreas protegidas, da reserva agrícola ou da reserva ecológica, batendo-se por uma redefinição que sem pôr em causa o essencial sirva para as populações poderem usufruir da natureza;

4) Que a Junta prepare um plano de intervenções ao longo da bacia hidrográfica do rio Ave, para que em breve as margens estejam limpas e as águas próprias, os focos de insalubridade sejam erradicados e uma alameda marginal nasça.

A Junta tem a oportunidade excepcional de assumir um papel activo quanto ao PDM em preparação, evitando que os técnicos decidam sozinhos. Quem sabe o que quer, sabe por onde é o caminho e não fica à espera que as coisas aconteçam, porque então pode ser tarde demais.

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