Do topo do Evereste vêem-se todas as crianças desfavorecidas do mundo
Quarta-feira, Agosto 5, 2015

Subir ao topo do Everest tinha o objectivo de chamar a atenção para as crianças do mundo a viver em dificuldades. Da experiência derivou o livro que será apresentado este domingo.

Maria da Conceição subiu ao topo do Everest para dizer ao mundo que há crianças que precisam de ajuda. Tudo começou em 2005 quando, ao serviço da Emirates Airlines aterrou no Bangladesh e enfrentou bairros de lata onde moravam famílias que lutavam diariamente pela sobrevivência.

Esta experiência mudou a vida de Maria. Cancelou as suas férias e passou duas semanas nos bairros de pobreza. No mesmo ano criou a Maria Cristina Foundation, com o propósito de procurar soluções para a pobreza extrema em que viviam as crianças do Bangladesh.

Em Julho de 2005 era inaugurado um projecto educacional num dos bairros de Dhaka e em dez anos a fundação conseguiu ajudar 600 crianças. Mas com a crise internacional Maria Conceição foi obrigada a criar novas formas de apelar por ajudar, que vem sobretudo de donativos.

Em 2010 Maria Conceição subiu ao cume do Kilimanjaro, foi ao Pólo Norte, fez maratonas, mas as acções de sensibilização não surtiram o efeito que pretendia. Decidiu então por uma empresa mais exigente – o Evereste. Em 2013, Maria Conceição foi a primeira portuguesa a subir ao topo do mundo.

Foi a partir esta experiência que decidiu relatar e transpor para o livro que acaba de ser lançado pela Bertrand – “Uma Mulher no topo do Mundo”, que será apresentado no próximo domingo na FNAC de Guimarães, pelas 18h, numa iniciativa com o apoio da Associação de Apoio à Criança de Guimarães.

Recorde-se que a obra relata a aventura da primeira portuguesa a atingir o topo do Everest, cujo objectivo é ganhar visibilidade para conseguir ajudar crianças desfavorecidas. Na boca de Maria, a palavra adversidade rima com generosidade… No corpo, provação rima com superação… E, no coração, dor rima com amor.