Domingos Bragança surpreendido pelas críticas da oposição quanto ao PDM
Segunda-feira, Abril 20, 2015

O presidente da Câmara esperava ter ouvido “até que enfim o PDM foi aprovado” e não um conjunto de críticas por algo que, na sua opinião, “não faz sentido”. Acrescentou ainda que “este PDM não é o meu PDM”, apesar de naturalmente se rever no documento aprovado

Domingos Bragança não escondeu a sua surpresa quanto à reação dos vereadores da oposição, na última reunião de Câmara do dia 16 de abril, e rejeitou todas as críticas endereçadas ao executivo que lidera.

Recordou que a discussão da proposta de revisão do PDM terminou em 2012, altura em que todos puderam dar o seu contributo. Estava preparado para uma discussão sobre a questão litigiosa entre a Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte (DRAPn) e a Câmara Municipal de Guimarães e não para se falar “numa nova discussão técnica de um documento que está fechado”.

O presidente da Câmara reafirmou que não fazia sentido voltar-se “a discutir o conteúdo do PDM”, pois o que estava simplesmente em causa era “uma decisão política que tinha de ser e foi tomada”.

Rejeitou a ideia de que os vereadores só tiveram dois dias para analisar o documento, pois, como referiu, “o PDM está inteiramente disponível na página da Câmara há já muito tempo”.

Dirigindo-se a Monteiro de Castro, foi dizendo que o vereador da coligação Juntos por Guimarães deveria, “pelo menos”, reconhecer a “mesma competência técnica aos elementos da equipa da Câmara” que advoga para a sua pessoa.

Domingos Bragança, já no final da sua intervenção no final da reunião de Câmara foi dizendo que “este PDM não é o meu PDM. Não é da minha gestão, pois foi aprovado tecnicamente em 2012”. Naturalmente que, como acrescentou, se revê no documento, “até porque fazia parte do anterior executivo”, mas a revisão começou com um presidente de Câmara e agora é outro que acaba por cumprir a formalidade política da sua aprovação.