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Disputa com a bolinha verde
Terça-feira, Março 4, 2008

Cinco tenistas representaram a UMinho no II Open de Ténis, realizado nos dias 28 e 29 de Fevereiro em Coimbra, com organização da AAC.

Cinco tenistas representaram a UMinho no II Open de Ténis, realizado nos dias 28 e 29 de Fevereiro em Coimbra, com organização da AAC. A fase masculina da competição foi ganha por Gustavo Oliveira, da UPorto, que na final derrotou Luís Ferreira, da FMH. Já no torneio feminino, quem se saiu melhor foi Rita Francisco, do IPLeiria, que no jogo decisivo não deu hipóteses a Lia Temudo, da UTAD.

Como acontece sempre nos Open’s coordenados pela FADU (Federação Académica de Desporto Universitário), a disputa em Coimbra contou pontos para a formação do ranking que indicará os 16 melhores tenistas que participarão do Campeonato Nacional Universitário (CNU), a ser realizado na cidade de Aveiro, em Abril. O curioso é que este II Open, na verdade, foi a primeira competição classificatória, já que o I Open foi adiado e só acontecerá nos dias 11 e 12 de Março, também em Coimbra. O terceiro acontece no Porto, nos dias 26 e 27 de Março.
 
Os estudantes da UMinho que participaram do torneio foram Luís Gonçalves (Mestrado em Informática), Nuno Ferreira (Engenharia de Informática), Renato Gonçalves (Relações Internacionais), Paulo Paulos (Ciências da Comunicação) e Artur Martinho (Direito). Todos demonstraram muita técnica e vontade durante as partidas, apesar de nenhum ter conseguido passar dos oitavos-de-final.
 
Artur, que além de competir exerce o papel de monitor da equipa, explica que os atletas minhotos enfrentam dificuldades nos torneios de ténis universitários porque muitas instituições de ensino superior contam com tenistas federados, que treinam em clubes e representam a sua universidade, coisa que não ocorre na UMinho. “Quando disputamos com atletas que têm as mesmas condições de treino que as nossas, vamos muito bem e avançamos várias fases. Mas se enfrentamos tenistas que estão a treinar todos os dias, fica difícil”, diz.

Um outro factor que contou para o baixo rendimento na competição é, segundo os tenistas minhotos, a falta de estrutura para treinar. Luís Gonçalves, apoiado pelos companheiros, aponta os problemas: “O espaço que temos disponível dentro da universidade não é adequado para jogar ténis. Ficamos dependentes dos campos próximos às piscinas da rodovia, onde temos um tempo restrito de utilização”.
 
No entanto, esquecendo por um momento os diversos obstáculos, todos os atletas minhotos dizem que tentarão obter um melhor desempenho nas competições futuras, e que já estão focados no próximo open em Coimbra. “Sempre daremos o nosso melhor para alcançar os resultados”, conclui Artur.

Texto: Victor Uchôa *

* Em parceria com o Departamento de Desporto e Cultura dos Serviços de Acção Social da Universidade do Minho.

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