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Dinheiro, um mal necessário!
Segunda-feira, Dezembro 10, 2012

O dinheiro é muito importante na vida. Pode não trazer a felicidade, mas ajuda.

Ah! Se me saísse o totoloto! Um desejo apenas suspirado, porque é feio falar em dinheiro… Terei alguma vez a sorte de ser «premiada»? Não sou fã do jogo… daí contar apenas com o que consigo ganhar graças ao meu esforço pessoal.

Viver no reino da utopia é para as crianças ou para quem não tenha de pagar contas. Para elas, o sonho é parte importante da vida diária, e são príncipes e princesas com dinheiro e sinais exteriores de riqueza. Para estes, a realidade dura exige que se façam contas a todos os cêntimos. E há meses infernais, como o mês de setembro, com o regresso das férias e o reinício do ano escolar, um quebra-cabeças para as famílias com vários filhos ou para as famílias monoparentais … Quase apetece dizer: «Quero voltar à Terra do Nunca. Quero voltar a ser criança.» Só assim não haverá necessidade de «contabilizar» tudo desde o nascer ao pôr-do-sol e de «dizer não». Os miúdos têm de ser habituados desde pequenos a viverem de acordo com as suas posses.

A crise económica deixou de ser conversa política e entrou pelos quintais, pelas portas adentro com a maior desfaçatez. Não interessa o que os políticos dizem, que até ganham ordenados chorudos e trabalham em empresas seguras e para as quais a crise não vai chegar nunca. Ou… se chegar, eles saem com compensações enormes. Quem faz contas é a «arraia-miúda» que está «unida» nos problemas diários e comezinhos de fazer face às despesas com os seus magros proventos e de fugir à fome, que surge aqui e ali e atinge já a «classe média».

Isto vai mal e vai piorar, se não se puser travão também às ajudas do próprio estado. O RSI é uma afronta para os que trabalham. E o próprio subsídio de desemprego também. Não sou contra estas conquistas e direitos dos trabalhadores, sou contra a forma «aligeirada» e «pouco atenta» como essa riqueza é distribuída. Por um que merece toda a ajuda, há três que comem à pala. A sociedade talvez não esteja preparada para receber benefícios, pois continuamos a ser um país de esquemazinhos e a «esperteza saloia» é característica de muitos portugueses.

Está na altura de acordar para a realidade, pois, quando queremos, somos um povo trabalhador e um exemplo. Temos de fazer um novo 25 de Abril para construir um país novo com mais emprego, mais qualificação, mais vontade de trabalhar e de fazer ver que os «aventureiros» do século XVI continuam a viver nos genes dos seus descendentes.