Debater o futuro, já!
Quarta-feira, Dezembro 11, 2002

Uma terra é uma entidade viva, logo sujeita a avanços e recuos, períodos altos e períodos menos bons, a crescimento e estagnação, ao renascimento e à evolução.

Um lugar, uma vila, uma cidade são um espaço geográfico onde interagem relações complexas de natureza económica, social, espiritual e cultural que ao emergirem traduzem o modo de viver e de estar que a caracterizam e lhe moldam a identidade. Por isso os lugares são o reflexo do que nelas é dominante sob um determinado ponto de vista e as Taipas não fogem à regra. O termalismo, o lazer, a vida ao ar livre, a fruição da natureza ditaram a personalidade da terra, moldaram-lhe o perfil, definiram-lhe os contornos, con-dicionaram a ocupação do território e o urbanismo.

Reconhecer isto, afirmar isto, não pode ser entendido de forma redutora, isto é não pode ser entendido como negação da coexistência de diversas actividades, desde industriais aos serviços. Mas significa antes a verificação da prevalência de um factor com capacidades próprias para induzir toda a actividade económica, arrastando outras que na sua diversidade contribuem para rejuvenescer e fortalecer o tecido económico das Taipas.

A questão é, por conseguinte, saber como recuperar a importância perdida: se a partir da animação turística, se a partir de outro modelo de desenvolvimento com sacrifício do turismo e em especial do termalismo.

Este o grande desafio que as Taipas têm pela frente e vale a pena disputar. Mas mãos à obra, que o tempo escasso para intervir na revisão do plano director municipal não permite distracções.