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Dar o seu a seu dono
Terça-feira, Agosto 9, 2016

A EB 2, 3 de Caldas das Taipas é a escola/sede do Agrupamento de Escolas de Caldas das Taipas. Este Agrupamento é constituído, para além da EB 2, 3 de Caldas das Taipas, pelas escolas básicas da Charneca e Pinheiral, sitas na freguesia de Caldelas/Caldas das Taipas; pelas básicas, 1.º ciclo de Sande S. Martinho; Vila Nova de Sande/Sande S. Clemente; Sande S. Lourenço/Balazar e Longos.

De uma forma natural, os alunos das básicas do 1.º ciclo completam o 2.º e 3.º ciclo na EB 2, 3 de Caldas das Taipas e daqui transitam para a secundária de Caldas das Taipas. Este é um percurso natural e desejável atenta a defesa da escola pública.

Os alunos de todas aquelas freguesias frequentam do 5.º aos 9.º anos a EB 2, 3 de Caldas das Taipas. Os nossos filhos passam o maior período do seu percurso escolar obrigatório, do 1.º ao 12.º ano, na EB 2, 3 de Caldas das Taipas.

Era suposto, quase obrigatório, que em momento histórico de requalificação/renovação de todo o parque escolar a nível nacional e concelhio, a EB 2, 3 das Taipas tivesse prioridade numa qualquer intervenção e por muitas razões:
a) Por ser a maior e a mais frequentada escola básica do agrupamento;
b) Por ser a mais degradada;
c) Por conter coberturas de fibrocimento, material que contém amianto, em avançado estado de degradação e cuja remoção foi determinada a nível nacional há muitos anos – 2011.

Num espírito de franca colaboração e de lealdade institucional, as associações de pais e juntas de freguesia afetadas têm-se mantido em silêncio público, dessa forma respeitando o trabalho da Câmara Municipal de Guimarães.

E porque as garantias de construção de uma nova escola datam da legislatura anterior, é tempo de dizer que o tempo esgotou e tudo o que se fizer a partir de agora é uma resposta tardia e com muitos danos já consumados.

A Câmara de Guimarães diz que a sua vontade de fazer a obra é tal que até já fez e pagou o projecto; e concluiu o concurso público para adjudicação da obra.

Agora, vem dizer que a construção depende do Ministério da Educação.

Se a obra é da responsabilidade do Ministério da Educação terá cabimento orçamental ou outro a Câmara Municipal pagar um projecto duma obra do Ministério da Educação; realizar um concurso público para uma obra que não é sua sem obter consentimento prévio.

E se o Ministério não quiser fazer a obra por maus ou bons motivos: quem desembolsará as centenas de milhares de euros de um projecto e de um concurso público para morrer nas masmorras da Câmara de Guimarães.

Obrigatório seria, a Câmara, e tem recursos para isso, assumir a construção de uma nova escola dizendo ao Ministério da Educação: se V.ª Exc.ªs não pagam, pagámos nós. Afinal, seriam dois anos do IMI dessas freguesias que a Câmara embolsa. Nada que as freguesias não paguem já.

Tesoureiro da Junta de Freguesia de Caldelas