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Criação de Equipas de Primeira Intervenção
Quarta-feira, Setembro 12, 2007

Realiza-se amanhã, 13 de Setembro, no Governo Civil de Braga, uma reunião de trabalho sobre a constituição das Equipas de Primeira Intervenção (EPI) de Bombeiros. Fernando Moniz, Governador Civil de Braga, receberá o Secretário de Estado da Protecção Civil, Ascenso Simões, os representantes das Câmaras Municipais e das Associações Humanitárias dos Bombeiros Voluntários do distrito […]

Realiza-se amanhã, 13 de Setembro, no Governo Civil de Braga, uma reunião de trabalho sobre a constituição das Equipas de Primeira Intervenção (EPI) de Bombeiros.

Fernando Moniz, Governador Civil de Braga, receberá o Secretário de Estado da Protecção Civil, Ascenso Simões, os representantes das Câmaras Municipais e das Associações Humanitárias dos Bombeiros Voluntários do distrito de Braga para, em conjunto, discutirem e tratarem de assuntos relacionados com a criação das referidas EPI.

A criação destas equipas resulta dum Protocolo de Colaboração entre a Autoridade Nacional de Protecção Civil, a Associação Nacional de Municípios Portugueses e a Liga dos Bombeiros Portugueses, assinado em Abril do corrente ano em cerimónia presidida por Alberto Costa, Ministro do Estado e da Administração Interna, tendo por objectivo a criação de 200 EPI até 2009.

Para o ano de 2007 está prevista a criação de 60 dessas equipas que serão constituídas por 5 elementos cada, sendo um deles das categorias de Chefe ou do Quadro de Comando da respectiva corporação. Os elementos que constituam essas equipas, seleccionados pelos Corpos de Bombeiros a que pertencem, receberão formação na Escola Nacional de Bombeiros de acordo com programa criado para o efeito. Os custos dos encargos com o funcionamento destas equipas serão suportados pela Autoridade Nacional de Protecção Civil (50%) e pelas respectivas Câmaras Municipais, durante 14 meses. A área de actuação destas equipas será a mesma onde actuam as corporações onde se encontrem integradas podendo, no entanto, actuar fora desta desde que, com autorização expressa do Presidente da Câmara local.

Estas equipas nascerão de acordo com a Autoridade Nacional de Protecção Civil, a Associação Nacional de Municípios Portugueses e a Liga dos Bombeiros Portugueses e dependem da aceitação das respectivas Câmaras Municipais e Corporações de Bombeiros. Serão localizadas nos Corpos de Bombeiros, de acordo com indicadores de risco e tendo em conta a realidade própria da resposta operacional e das suas fragilidades.

Francisco Pereira, Comandante dos Bombeiros Voluntários das Taipas, referiu não ter ainda informação precisa sobre a possibilidade de vir a ser criada uma dessas equipas na Corporação das Taipas. No entanto, foi peremptório em afirmar a extrema necessidade que os bombeiros das Taipas têm em receber uma dessas equipas. Segundo Francisco Pereira, o volume de serviços que recaem sobre a corporação que comanda, justifica plenamente a criação duma dessas equipas. Referiu a título de exemplo, as inúmeras vezes que há necessidade de ligar a sirene, principalmente no período de Inverno, para chamar pessoal ao quartel. Situação que se resolveria facilmente com a presença permanente de uma dessas Equipas de Primeira Intervenção.

Texto: Manuel António Silva

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