Cooperativa Taipas-Turitermas: uma análise a frio
Terça-feira, Janeiro 31, 2006

Muito se falou sobre esta nomeação, nomeadamente nos jornais, nas rádios, na reunião da Câmara, na Assembleia Municipal e, até, na tomada de posse dos novos eleitos para a freguesia de Caldelas.

Aproveito esta oportunidade para, a frio, e com os ânimos, pelo menos aparentemente, já mais calmos, fazer algumas correcções e esclarecer algumas questões.

Em primeiro lugar, não corresponde à verdade que tenha sido nomeado um novo presidente para aquela cooperativa. O presidente da Direcção era e é o mesmo – o município de Guimarães – tendo apenas sido substituído o seu representante nesta empresa.

Impressionou-me a falta de argumentos do PSD, local e concelhio, para se insurgirem e indignarem contra a minha escolha. Se repararmos, ninguém falou na minha falta de honestidade, na minha falta de seriedade, na minha impreparação, ou na minha incompetência para o cargo. Não, nada disso … o único argumento utilizado foi dizerem que por ser o candidato derrotado do PS para a Junta de Freguesia não deveria ter sido nomeado.

Aqueles que fizeram tais afirmações demonstraram apenas a sua ignorância e o seu desconhecimento da realidade da freguesia e do funcionamento desta empresa municipal.
Onde está escrito ou estabelecido que o presidente da Junta também é, por inerência, presidente da Turitermas?

Sabiam que já houve, antes de mim, um presidente da Turitermas que nunca foi presidente da Junta de Freguesia de Caldelas, no caso o Sr. Manuel Ferreira?

Alguma vez repararam que o presidente da Junta nunca foi nomeado para presidente daquela instituição, mas sim a pessoa do Sr. Eng.º Remísio Castro?

E, caso os críticos entendam que o presidente da Junta é que deveria ser o representante do município na cooperativa, questiono: alguma vez, nos últimos 16 anos, votaram favoravelmente e apoiaram a nomeação do Sr. Eng.º Remísio Castro para a Turitermas?

Aproveito a oportunidade para também aqui esclarecer, pública e definitivamente, que o cargo de presidente da Taipas-Turitermas não é remunerado. Aliás, no dia da minha nomeação para presidente deixei, por decisão própria, de ser advogado da cooperativa.

Confesso que, ainda hoje, não consigo compreender o rebuliço causado pela minha nomeação. Tratando-se de um cargo não remunerado e que, para ser levado com todo o rigor, honestidade e seriedade dará, certamente, muitas dores de cabeça, como é possível ser tão cobiçado? Só se compreenderá se quiserem tomar conta da cooperativa para atingir fins pessoais inconfessáveis e menos próprios…