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Cooperativa Castreja contesta decisão da Câmara Municipal
Quinta-feira, Novembro 6, 2014

A Cooperativa Castreja emitiu um comunicado onde dá conta do seu desagrado relativamente à decisão do município de Guimarães em anular registos e votação do Orçamento Participativo.

Os responsáveis da Cooperativa Castreja – cooperativa de Apoios Social e Cultural que serve as freguesias de Barco, Briteiros Sto. Estêvão, Briteiros S. Salvador, Briteiros Sta. Leocádia, Gondomar, Donim, Souto S. Salvador e Souto S. Maria, não ficaram agradados com a decisão da Câmara Municipal de Guimarães de anular os registos e votos anteriores do OP.

Em comunicado distribuído à imprensa, manifestam “descontentamento” pela decisão do município sustentando, entre outros, que “a constatação de qualquer irregularidade no processo diz respeito, apenas, a quem a comete, não podendo, em nosso entender, pôr em causa 99% do trabalho sério realizado”.

“Este ano, uma vez mais, durante um mês, os diversos voluntários percorreram as freguesias divulgando o OP, proporcionando os instrumentos de participação a quem, sendo idoso, sem telemóvel, sem internet, sem meios de transporte e, pelo contrário, sendo eles os verdadeiros interessados, cheios de vontade de participar e de ver o “seu projeto” vencedor, se veria arredado do processo. Este sim, constituiria um grave atentado aos mais elementares direitos de cidadania que, por enquanto, não têm limite de idade. No que se refere a esta comunidade, tratou-se da concretização do verdadeiro espírito participativo, subjacente ao OP, no cumprimento escrupuloso das regras estabelecidas, apesar da ausência das anunciadas, e não realizadas, assembleias de voto presencial, locais”, dizem ainda os responsáveis pela cooperativa.

A terminar, reiteram a sua “discordância perante esta anulação, uma vez que defrauda as legítimas expectativas dos proponentes e das comunidades, manifestando desalento e a sua intenção de, em princípio, deixar de participar em processo semelhante, processos estes que, como em qualquer intervenção humana, sempre estarão sujeitos a eventual incumprimento de regras”.

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