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Construção do relvado Sintético do Taipas encravada
Sexta-feira, Janeiro 6, 2012

As obras de construção do novo Campo de Treinos do Clube Caçadores das Taipas estão paradas desde Outubro e, ao que tudo indica, não serão retomada em breve.

A obra de construção do novo relvado sintético do CC Taipas iniciou-se em Setembro último e, na altura, as piores expectativas dos dirigentes taipenses era de que a mesma ficasse concluída em Novembro, a tempo de ser inaugurada aquando a comemoração do 88º aniversário do Clube.

Contudo, as dificuldades com que a Comissão Directiva do Clube se tem deparado tem sido muitas.

Inicialmente, foi a falta de relva que impediu que as obras já realizadas de terraplanagem, drenagem e regularização do piso tivessem continuidade, com a colocação do tapete verde.

Entretanto, com a chegada dos rolos de relva, que se encontram nas instalações do Clube desde 18 de Novembro, ao que parece, divergências nos números apresentados no contrato de obra terão impedido que a mesma avançasse.

Ultrapassada esta última questão, houve necessidade de realização de autos de medição dos trabalhos realizados para que a Câmara Municipal de Guimarães pudesse desbloquear a verba de 50 mil euros a serem entregues, posteriormente, ao empreiteiro.

Solicitados esses autos de medição no inicio do mês de Dezembro, no dia de ontem, dois técnicos da edilidade vimaranense deslocaram-se ao Montinho para a respectiva medição. Situação que acabou por não acontecer uma vez que, os dois técnicos, exigiram a presença no local de um representante da empresa que realizou os trabalhos. Situação de que o Clube não tinha conhecimento e, como tal, não tinha providenciado. Ao fazê-lo junto da empresa que realiza os trabalhos, mais surpreendidos ficaram os dirigentes taipenses quando foram informados que nos restantes Clubes vimaranenses onde esses trabalhos também terão sido realizados, a exigência de um elemento da empresa não terá sido solicitada.

Com todos estes episódios, a obra não avança e, pelas informações recolhidas, as expectativas de que possa ter seguimento em breve, também não são muitas.

Certo é que os prejuízos financeiros se vão adensando, com a necessidade de aluguer de Campos a Clubes vizinhos para que os escalões de formação possam ter o mínimo de condições de trabalho. Isto, para não falar nos prejuízos desportivos que esta situação acarreta. O nível competitivo das equipas de formação do Clube tem sofrido um decréscimo acentuado e prova disso é a posição na tabela classificativa que Juniores, Juvenis e Iniciados ocupam. Todos muito próximos dos lugares de despromoção sendo que a formação dos juniores, apesar de tudo, é aquela que não se encontra em lugares tão aflitivos.