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Constantino Veiga comenta a reunião descentralizada em Caldas das Taipas
Sexta-feira, Abril 4, 2014

O presidente de Junta de Caldelas entende que estas reuniões “são uma nova forma de fazer política” e questiona o facto de “só agora” a Câmara se preocupar com o acesso à autoestrada.

Constantino Veiga foi um dos presidentes de junta que foram contactados por email e depois via telefone para colaborarem num trabalho, que acabou por ser publicado na edição de abril do jornal Reflexo, sobre as reuniões descentralizadas que a Câmara Municipal de Guimarães está a promover. Por problemas técnicos, como viemos a apurar, a resposta à nossa solicitação só foi recebida no jornal após a saída do mesmo. Assim, para dar a conhecer a posição do presidente de junta de Caldelas publicamos neste espaço a opinião de Constantino Veiga.

Constantino Veiga começou por referir a aprovação da Câmara Municipal do concurso público que levará à intervenção em sete artérias do centro da vila, “para além de outras que reivindicamos ao longo dos mandatos anteriores. A rua Comandante Carvalho Crato e a rua Professor Manuel José Pereira apresentam um desgaste muito grande. Atendendo a que a maior parte do tráfego de viaturas e pessoas passa por essas vias, entendemos que são obras muito importantes apesar de a vila ter outras com desgaste parecido. Estas ruas serão intervencionadas ao nível de pavimentos e infraestruturas tais como redes de águas pluviais e outras necessárias. Os passeios também serão construídos de forma a terem perfil de avenida, ou seja, com largura e condições para que as pessoas possam transitar com segurança”.
O presidente de junta de Caldelas acrescentou ainda que espera que estas obras estejam relacionadas com a “recuperação do centro cívico da vila, esperemos pois que assim seja e assim possa acontecer”.
Constantino Veiga entende que é pertinente a questão do timing das intervenções apontadas e de outras que têm vindo a ser discutidas: “Porquê só agora? A Câmara só agora é que viu a importância da vila no desenvolvimento da zona norte do concelho? Por que é que o acesso à autoestrada foi recusado pela Câmara em 1999 e agora existe uma vontade férrea para o querer concretizar?”.
Por fim, o presidente de junta de Caldelas entende que as reuniões descentralizadas são um indicador de “uma nova forma de fazer política e se a ideia é trazer proximidade e perceber as carências das localidades para as resolver, não podia deixar de estar de acordo”. Constantino Veiga relança a questão da centralidade de Caldas das Taipas e se “a vila pode assumir ou não a centralidade da zona norte do concelho”, adiantando que a “descentralização de competências que a lei 75/2013 contém e que assumidas pela Câmara poderiam resultar num excelente exercício de proximidade às freguesinhas vizinhas a esta vila”.