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Constantino Veiga apresentou recandidatura para a Junta de Freguesia. Sem surpresas
Sábado, Agosto 1, 2009

O actual presidente da Junta de Freguesia irá recandidatar-se ao cargo nas próximas eleições. Disse ter uma equipa renovada e motivada, mas não arriscou avançar com nomes. A campanha será discreta.

Terá sido pouca a surpresa das cerca de setenta pessoas, que se deslocaram à sede de campanha do PSD na sexta-feira, 31 de Julho, ao ouvirem o anúncio da recandidatura de Constantino Veiga às próximas eleições autárquicas.

Dias antes, era ventilada a possibilidade de, nesta altura, se tornarem conhecidos os nomes da equipa que acompanhará Constantino Veiga. Além disso, o nome do actual presidente da Junta de Freguesia era já o nome apontado como altamente provável para candidato.

Mesmo assim a sala encheu e a mesa contou com a presença dos líderes e candidatos ao nível do concelho de Guimarães. José Manuel Antunes, presidente da Comissão Política Concelhia, na sua intervenção disse acreditar que o resultado alcançado nas últimas eleições europeias terá sido “um bom sinal, um primeiro passo para o objectivo de conseguir um novo mandato” e repetir aquilo que classificou como “a maior dor de cabeça de António Magalhães”.

Também Carlos Vasconcelos, candidato do partido à Assembleia Municipal, lembrou a derrota do PS em 2005 ao referir a “permanente azia” do PS, que tem sido a única coisa que Caldas das Taipas tem recebido da Câmara Municipal de Guimarães, lembrando que “António Magalhães não foi capaz sequer de receber o presidente da Junta de Freguesia de Caldelas”.

O enquadramento territorial e a assumpção de uma centralidade a norte do concelho foi uma ideia presente em várias intervenções, com destaque na de Vítor Ferreira, candidato número um à Câmara Municipal. Este é, referiu, uma das apostas do seu programa, mas avisou: “não se faz uma centralidade a norte se as freguesias estiverem de costas voltadas”, apelando de seguida ao diálogo entre as freguesias e a uma concertação no sentido de alargar o domínio do partido a norte de Guimarães.

Vítor Ferreira referiu vários pontos que, no seu entender, terão sido “negativos” e “lesivos” para Caldas das Taipas na gestão de António Magalhães e deu exemplos: a perda do nó da auto-estrada; a perda do Instituto Ibérico das Nanotecnologias para Braga e, agora, a concentração dos investimentos da Capital Europeia da Cultura na cidade de Guimarães. O candidato assegurou que, se for presidente da câmara, irá a Bruxelas renegociar o pacote da Capital Europeia da Cultura.

Finalmente, Constantino Veiga manifestou-se satisfeito pela envolvente da sala: “sinto-me no ar, mas com o pés bem assentes no chão” – exclamou. Depois de ter assumido a sua recandidatura, disse que irá apostar numa campanha serena. Acredita que, durante o último mandato, com o apoio de todos e apesar das dificuldades encontradas, Caldas das Taipas cresceu: “com o empenho de todos a vila tem crescido, os idosos têm-se sentido mais apoiados, a população tem sido bem representada na defesa dos ansaeios, os jovens têm todos os motivos para viver nas Taipas” – resumiu o candidato.

No que respeita à sua equipa, não foram avançados nomes. Apenas foi dito que será apresentada uma equipa renovada, com pessoas motivadas e desinteressadas.

A sessão foi marcada pela referência a mais do que um motivo de cariz religioso. Constantino Veiga terminou a sua intervenção citando uma passagem bíblica: “ide e espalhai o meu nome”, disse pouco antes de recomeçar a distribuir mais alguns panfletos de campanha ou alguns “santinhos”, como o próprio dizia na abordagem à pessoas.

Texto e fotos: Paulo Dumas

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