PUB
Constantino Veiga acusa Câmara de Guimarães de “perseguição política” às Taipas
Terça-feira, Março 19, 2013

Na Assembleia Municipal iniciada na passada Sexta-feira e que terminou na noite de ontem, Constantino Veiga acusou a Câmara Municipal de Guimarães de fazer “perseguição política à freguesia de Caldelas”.

O presidente da Junta de Freguesia de Caldelas acusou, na última Assembleia Municipal, a Câmara Municipal de Guimarães de perseguir politicamente a vila das Taipas apontando o facto do executivo taipense não ter sido eleito pelo PS, como o principal motivo de tal comportamento.

Sustentou a sua acusação no facto dos “buracos nas ruas e estradas que não são tapados”, nas “passadeiras que não são pintadas”, na iluminação pública “que é um desastre”, no “esquecimento da junta na construção do centro escolar” e na requalificação do centro da vila “que existe, só em projecto, há mais 12 anos”.

De seguida voltou a sua intervenção para a pretensão da Junta de Freguesia em transformar a antiga Escola do Pinheiral num local que servisse de sede para as associações locais, pretensão essa, inviabilizada pelo município que acabou por mantê-lo nas mãos do Agrupamento de Escolas das Taipas. Decisão que, como referiu Constantino Veiga, a Junta de Freguesia desconhece “por via institucional”. Desafiou António Magalhães a desmentir, ou a confirmar, o que sobre o assunto foi publicado na comunicação social.

Na resposta, António Magalhães, reforçou a intervenção de Ricardo Costa que minutos antes tinha trazido a lume o “negócio da Pensão Vilas” dizendo que se a Junta tivesse “investido convenientemente o dinheiro (que é dos taipenses) que, porventura, está a malbaratar, o senhor deveria saber que não poderia levantar a voz como levantou até aqui. O senhor sabe que a estratégia que montou, na aquisição que fez (ndr: Pensão Vilas), com uma lógica que nunca ninguém entendeu, tem muito que se lhe diga e, naturalmente, não deve arremessar uma pedra a quem não tem telhados de vidro”. António Magalhães defendeu-se da acusação de “esquecimento das Taipas” lembrando a construção do Avepark e do seu acesso, do melhoramento realizado na entrada da vila, da remodelação da Escola Secundária, da construção do pavilhão do CART e do relvado sintético do Taipas e da remodelação da Escola do Pinheiral admitindo, ao mesmo tempo, que há mais coisas para fazer mas, “o tempo escasseia e dinheiro, não há”!

Relativamente à cedência do edifício da antiga Escola do Pinheiral para a Junta de Freguesia entregar às associações, o Presidente da Câmara referiu não ser nenhum anjinho: “O senhor acha que, tendo a Câmara a possibilidade de ter um espaço disponível para as Associações, ia entregá-lo à Junta de Freguesia para esta servir de intermediário, junto das Associações? Está enganado comigo. Conhece-me mal e já lida comigo há muito tempo. O que está estabelecido há muito tempo é que, sempre que há um problema de vaga de uma escola antiga, nós trabalhamos isto sempre com o Agrupamento. Em todos os casos. Mas, mesmo que o Agrupamento nos dissesse que não queria a escola, eu não a iria ceder à Junta de Freguesia para esta a ceder às associações. Eu não sou anjinho”.

Sobre este último assunto, e tendo em conta as afirmações de António Magalhães, Constantino Veiga pediu que o mesmo lhe explicasse o procedimento tido pela Câmara Municipal de Guimarães quando, em 2009, aquando da desactivação da Escola de Balazar e perante um pedido do Agrupamento de Escolas das Taipas para ocupar o espaço, a decisão da Câmara foi contrária à agora tomada, entregando a escola à Junta de Freguesia local. Na resposta, António Magalhães referiu-se apenas àquilo que são as competências de cada um no seu cargo, referindo que cada um tem o seu espaço de intervenção e que “o poder não se cede a terceiros. Aquilo que é da minha responsabilidade, nunca deixarei passar para terceiros”.

Artigos Relacionados