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Confiança
Sexta-feira, Dezembro 19, 2014

Depois de alguma agitação interna, com a realização, primeiro das eleições primárias para a escolha do candidato a primeiro-ministro e posteriormente as diretas para a eleição do secretário-geral, o Partido Socialista volta a unir-se e a assumir, em pleno, a “liderança” da oposição a este governo de direita do PSD e do CDS-PP, que continua, em cada dia que passa, a sacrificar mais os portugueses, a contribuir para o aumento das desigualdades (ao contrário do que se pretende fazer crer) e a colocar portugueses contra portugueses: os jovens contra os menos jovens e os trabalhadores do setor privado contra os do setor público. O mesmo que quer destruir o serviço nacional de saúde e a escola pública, tão evidentes são os sinais que apontam para a privatização. O mesmo que, através do seu líder, jurara não aumentar os impostos, não cortar nos subsídios de natal e de férias e que não tem feito outra coisa. O mesmo que, impondo uma carga brutal de sacríficos, em especial, à classe média, com a promessa de “cortar” nas despesas e colocar em ordem as contas públicas, está a deixar o Estado ainda mais “obeso” e mais endividado!

Mas, conforme afirmou o recém-eleito Secretário-geral do Partido Socialista, no XX Congresso Nacional, o país volta a ter “alguém” atento aos seus reais problemas: às dificuldades concretas, por exemplo de milhares de portugueses na casa dos 50-60 anos, que no desemprego e desemprego de longa duração já não têm qualquer esperança de voltar ao mundo do trabalho e, mais grave, se veem privados de qualquer tipo de rendimento ou apoio social; às famílias que sonharam um futuro mais promissor para os filhos, investindo, na maioria das vezes, com enormes sacrifícios na sua formação e que agora os veem engrossar as listas do desemprego ou, a exemplo do que se passou na década de sessenta, a emigrar em massa!

Um país desenvolvido, próspero e inovador não pode ter um primeiro-ministro cuja única proposta que tem para fazer aos seus cidadãos mais qualificados é apontar-lhes a “porta” de saída e “convidá-los” a emigrar! Desperdiçar e dispensar os nossos melhores, mais qualificados e mais jovens quadros é condenar Portugal à regressão e ao retrocesso. Com o atual (des)governo é o país que estamos infelizmente a construir! Um país que em vez de criar condições à geração mais qualificada de sempre para que aqui se radique, constitua família, para que ajude, desenvolva e a produza valor acrescentado, a “empurra” porta fora, é um país sem futuro!

A eleição de António Costa e dos novos órgãos do Partido constitui uma nova esperança para as portuguesas e portugueses, conforme ficou bem claro, no XX Congresso Nacional realizado nos dias 29 e 30 de novembro em Lisboa.

É preciso, é necessário mobilizar Portugal e os portugueses.

António Costa, o novo Secretário-geral do Partido Socialista, terá essa difícil, mas não impossível missão de, até finais de setembro e início de outubro de 2015, devolver a CONFIANÇA ao país e a todos os portugueses.

Ano novo, vida nova. Assim esperam e desejam os portugueses. Haja CONFIANÇA!

Um feliz Natal e um Próspero 2015.

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