PUB
Concentrações e outros eventos
Sexta-feira, Outubro 11, 2002

Entre aplausos e apupos, de 13 a 15 de Setembro tivemos mais uma concentração de motos.

Nenhum acontecimento semelhante agrada a todos. Da festa religiosa ao evento mais mundano e pagão, todos causam transtornos e alegrias, todos ou são amados ou são rejeitados. Não se pode agradar a toda a gente ao mesmo tempo.

A concentração de motos não foge à regra.

Donde, a avaliação do seu interesse tem de procurar razões outras que não as dos incómodos ou apoios que suscita.

Por causa da concentração, milhares de pessoas demandaram as Taipas. Cerca de 10.000, segundo a organização. Gente de todos os cantos de Portugal e até estrangeiros. Muitas dessas pessoas visitaram-nos por causa das motos e foi por causa das motos que muitas delas soletraram o nome das Taipas, que não conheciam e não conheceriam de outro modo.

A hotelaria beneficiou, mesmo quando desdenha o acon-tecimento. Cafés, pastelarias, restaurantes, hotéis e residenciais registaram afluência anormal para a época do ano.

Em resumo: o turismo ganhou com a concentração motard.

E se o turismo ganhou, e se as Taipas ficaram mais conhecidas e mais apetecidas, então é caso para dizer que seria um desperdício menosprezar a importância da concentração enquanto elemento dinamizador da economia local.

Cabe à organização introduzir métodos e procedimentos que minimizem os impactos negativos e cabe-lhe sobretudo zelar no sentido de penalizar aqueles que por exibicionismo exageram no ruído, afastando-os da concentração.

Cabe aos órgãos autárquicos, a Junta de Freguesia e a Câmara de Guimarães, agarrarem a oportunidade, emparceirarem com o Motor Clube de modo a definirem atempadamente os critérios para um funcionamento moderno e civilizado da concentração, disponibilizando meios materiais e humanos, acompanhando a instalação do “circo”, colocando a mão por baixo da organização, emprestando-lhe profissionalismo quanto baste, a exemplo do que é feito para as Gualterianas.

26