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Concelhia do PCP considera restritivo o próximo Orçamento de Estado
Segunda-feira, Novembro 13, 2006

A Comissão Concelhia de Guimarães do Partido Comunista Português (PCP), reuniu no passado dia 10 de Novembro, em Moreira de Cónegos.

Em resultado dos trabalhos desenvolvidos, foi aprovado um documento em que, entre outros, o governo é “acusado” de manter uma linha política de obsessão pelo défice e pelo Pacto de Estabilidade, por um lado, e de ataques aos direitos conquistados pela luta.

No referido documento é ainda aludido o próximo Orçamento de Estado que, no que concerne ao concelho de Guimarães, consideram os Comunistas, é restritivo, em termos de investimento público. Na base desta constatação estão os valores atribuídos em PIDDAC para Guimarães em 2006 (4,47 milhões de euros) e em 2007 (2,1 milhões de contos). Sobre o assunto, o PCP compromete-se a apresentar na Assembleia da República uma série de propostas de obras a incluir no PIDDAC, que entendem serem fundamentais para o concelho.

A preocupação do partido centra-se também nas propostas do Governo no plano da Saúde, ao ponto de considerarem que “estas políticas de redução de serviços, caso venham a efectuar-se, terão consequências gravíssimas no acesso das populações à Saúde. O encerramento dos Centros de Saúde de Souto S. Salvador e de Moreira de Cónegos são disso exemplo, assim como a extinção já anunciada do serviço de Saúde Pública nas Taipas, sobre a qual a organização de Freguesia das Taipas tem tido uma acção de protesto. A Comissão Concelhia de Guimarães do PCP está totalmente contra estes encerramentos, apelando à luta das populações em defesa destes serviços” .

O documento faz ainda um apelo ao esclarecimento e mobilização pelo “Sim” na questão do referendo sobre a Interrupção Voluntária da Gravidez, a realizar no início de 2007.

Referência ainda para o elevado número de casos de desemprego no distrito de Braga, bem como, para o aumento das taxas de água e saneamento previsto na proposta de Orçamento da Câmara de Guimarães para 2007. “O PCP entende que este é um orçamento restritivo, que, a somar a um conjunto mais largo de restrições e aumentos que advêm da política Nacional, vai dificultar ainda mais a vida das populações. Este orçamento é ainda penalizador para as freguesias, não contendo investimentos que minimizem as assimetrias existentes no concelho” .

Texto: Manuel António Silva

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