Compromissos, só com o Povo das Taipas
Terça-feira, Dezembro 17, 2013

No último artigo para este mensário das Taipas anunciávamos o mais do que previsível e desejável entendimento indispensável para os órgãos autárquicos saídos das eleições de Setembro serem instalados, constituídos e entrarem em funções.

A mensagem, a cuidar pelas reacções recolhidas, não foi entendida. Ou, talvez seja mais correcto, não foi bem recebida por quem alimentava estratégias diferentes.

E no entanto a saída encontrada já estava presente nas sucessivas e constantes declarações oficiais da CDU que diziam, recordemos, estar fora de questão o desrespeito pelos resultados eleitorais.

Como a vida veio a provar havia projectos que no essencial desvirtuavam os resultados, promovendo autêntica subversão nas costas dos eleitores, transformando em maior o que maior não nascera. Se os eleitores quisessem que a CDU tivesse um papel mais preponderante, que podia ir até à vitória nas eleições, tinham votado na coligação democrática mais do que votaram. E se o eleitorado quisesse que outros ganhassem que não o PSD e seus aliados de circunstância teria votado diferentemente do que votou. Desprezar o sentido da votação, pode dar jeito mas não seria respeitador da vontade expressa.

Porém, há que dizê-lo sem medo, a realidade eleitoral das Taipas já não é o que era. Há um equilíbrio maior, o sentimento político está mais repartido. O PSD perdeu folego e perdeu o domínio avassalador e asfixiante. E não quis perceber nem reconhecer a dimensão e significado político do terramoto eleitoral, assumindo uma postura completamente despegada da nova realidade. Teve que levar um safanão. Teve que dar a mão à palmatória e aceitar o que recusara – dialogar com os outros, abrindo mão da gestão, desnudando-se, abandonando a sobranceria.

O PSD tem condições políticas para desenvolver o seu programa eleitoral, maioritariamente aprovado pela população. A CDU reservou para si o papel de charneira que essa mesma população lhe atribuiu, recusando lugares e prebendas.

Na Assembleia de Freguesia o seu voto não está refém de nada e está comprometido apenas com o progresso das Taipas.

Foi com esse espírito que viabilizamos a instalação dos órgãos autárquicos. É com esse mesmo espírito que vamos alterar o regimento da assembleia de freguesia, estimulando o envolvimento da população na gestão da Freguesia, clarificando as contas, introduzindo maior transparência nos actos praticados pela Junta, pugnando por critérios de rigor, de racionalidade económica e de justiça no uso do dinheiro público.

Está nas mãos dos taipenses trabalhar para uma Vila com melhores condições de vida e uma gestão mais democrática. São, também, os meus desejos para 2014.