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Coisa feia, a abstenção!
Segunda-feira, Maio 31, 2004

No próximo dia 13 de Junho, Portugal tem de eleger os seus euro–deputados. Esta eleição atendendo ao local onde os euro–deputados vão exercer as suas funções, não pode ser vista como algo que não nos atinge directamente, mas sim como uma oportunidade de sermos ouvidos, respeitados e aceites como um parceiro importante nas decisões europeias e mundiais.

Independentemente das últimas sondagens publicadas (à data da redacção deste artigo) serem favoráveis ao Partido Socialista, este não defende a queda do Governo, pois entende que os mandatos são para se cumprirem, visto, em democracia, ser normal a rotação democrática do poder. Defende, sim, a sua situação actual de maior partido da oposição nacional e de partido que, ao longo destes últimos anos sempre foi o mais votado nas Caldas das Taipas e melhor soube e saberá defender as questões sociais de todos, sem excepção. Agora, não se admite que, passados dois anos de governação, este governo ainda continue a passar a mensagem (e uma mentira dita muitas vezes passa a ser verdade), de que o objectivo das eleições europeias é fazer rolar a cabeça do Secretário-Geral do Partido Socialista, Dr. Ferro Rodrigues.

Assim, todos aqueles que nunca se viram representados no Governo e os que se encontram totalmente descontentes e enganados com o Governo que democraticamente escolheram, devem, no próximo dia 13 de Junho, ir votar e levar um amigo para que seja mostrado o cartão amarelo ao Governo.

Esta posição não demonstra medo do recente apelo ao voto em branco mas, sim, certeza de que os Portugueses, uma vez mais, vão demonstrar a sua raça e dizer em voz alta: “coisa feia, a abstenção!”

Pê éSses finais:
Independentemente de concordar ou não com a escolha do seleccionador nacional, todos devemos estar de pedra e cal com esta selecção e dar o nosso melhor para que o Euro 2004 seja um sucesso e que Portugal atinja o que todos desejamos: o título de campeão europeu.

Sendo Junho o mês das festas da Vila, mais uma vez se apela a todos os comerciantes, empresários e particulares para que, dentro das suas possibilidades, contribuam para a realização das mesmas.

Finalmente, vamos ter a conclusão de duas obras emblemáticas da nossa Vila: Feira e Variante.

Gostaria também de desejar as boas vindas ao nosso novo Comandante da GNR e referir que tenho confiança no seu trabalho (o que já se nota). Ao mesmo tempo, aproveito para lhe solicitar uma pequenina coisa: já que o Governo tem soldados da GNR disponíveis para enviar para o Iraque e, partindo do princípio que não continuarão após 30 de Junho, será que pode reivindicar ao Governo uma meia dúzia de três ou quatro para a nossa Vila? Faziam sempre jeito…

Sabendo que mais importante do que encontrar culpados é encontrar soluções, aguardámos, serenamente, o início das obras do nosso Centro Paroquial.

Por fim, percebi por que o 25 de Abril é evolução e não revolução. De facto, o tecto salarial da Função Pública vai deixar de ser o vencimento de Sua Ex.ª O Presidente da República e vai passar a ser o do Director – Geral dos Impostos…

“Porto! Porto! Porto! És a nossa glória…”

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