Coberturas em fibrocimento retiradas em duas escolas de Guimarães
Sexta-feira, Dezembro 19, 2014

Aproveitando as férias escolares de Natal, a Câmara de Guimarães colocou em marcha uma operação de retirada de placas em fibrocimento em Pevidém e Creixomil.

A intervenção decorre desde a passada quinta-feira, 17 de dezembro, em duas (EB D. Afonso Henriques em Creixomil, EB de Pevidém em Selho – São Jorge ) das quatro escolas concelhias, indicadas pela Direcção Geral de Saúde (DGS), onde o risco das referidas placas conterem amianto, ultrapassa os 0,01 fibras/cm3. Para mais tarde deverá ficar a intervenção nas escolas EB do Vale de São Torcato, EB Gil Vicente de Urgeses, também estas constantes na lista divulgada pela DGS.

A remoção das coberturas acontecerá nas galerias de ligação exterior, entre pavilhões de salas de aula, numa área de 500 metros quadrados, em Creixomil e 835 metros quadrados, em Pevidém, numa obra adjudicada por um valor total de 41.821,47 euros.

Em informação distribuída à imprensa pelo município de Guimarães, dá-se conta que o fibrocimento “é um material que inclui amianto na sua composição, numa proporção que varia entre 10% a 20%. No entanto, no fibrocimento as fibras de amianto estão fortemente aglutinadas pelo cimento, sendo a probabilidade de se libertarem deste tipo de material muito baixa, quase nula. A haver alguma libertação de fibras de amianto, ela acontecerá ocasionalmente, e apenas se o fibrocimento se encontrar degradado e/ou for sujeito a agressão direta”.

Mais que referem que,”nos estudos até agora efetuados pela Unidade de Ar e Saúde Ocupacional do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, em amostras de ar recolhidas para monitorização ambiental, em locais com coberturas de fibrocimento, os resultados obtidos, utilizando o método de Microscopia Óptica de Fase (MOCF), foram na sua grande maioria (94%), inferiores ao limite de deteção do método, ou seja, inferiores a 0,01 fibras/cm3 de ar, para um volume de ar colhido de 480 litros/por amostra. Este valor de 0,01 fibra/cm3 é considerado, pela Organização Mundial de Saúde, como indicador de área limpa”.