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Clube de Caçadores das Taipas – Um filho doente mas com cura!
Quarta-feira, Maio 4, 2005

O nascimento de um filho é um acontecimento inesquecível. O primeiro choro, o primeiro sorriso! Os primeiros passos, as primeiras falas! Qual o pai, ou mãe, que fica indiferente ao rumo da vida de um filho. As alegrias e as tristezas de um filho são sentidas pelos seus progenitores.
Indubitavelmente! Qual o pai, ou mãe, que fica indiferente à dor de um filho? O coração abala sempre que algo mexe com o filho de todos nós. Seja na alegria ou na tristeza. Na saúde ou na doença.

Dirijo-me, nesta edição do jornal REFLEXO, em particular, a todos os taipenses. Olhem para o Clube Caçadores das Taipas como um filho. Perante todos está uma instituição doente a precisar de cura, mas os esforços encetados parecem conduzir a um triste fim. Quem será capaz de ficar de braços cruzados a ver um filho doente à espera da morte! Não pretendo de forma alguma descurar a razão do coração, mas neste momento penso ser mais importante o apelo ao coração dos taipenses para olharem para o Clube Caçadores das Taipas, um instituição prezada, com 81 anos de vida, retida no leito, doente mas com cura à vista. Ora, se existe cura, do que estão à espera?

Tal como um filho, a instituição em questão nasceu fruto de um amor dos taipenses pelo desporto da região. Cresceu, cimentou-se, criou raízes, marcou gerações. Seguiu um destino, nem sempre o mais desejado pelos seus “pais” (todos os taipenses, principalmente os associados). Enfrentou crises, viveu na glória. Muito naturalmente festejou vitórias e deparou-se com derrotas. Nos últimos seis anos, principalmente, a linha ténue que separa a alegria da tristeza foi pisada por quatro ocasiões. A subida à II Divisão B, por duas vezes, foi festejada de forma exuberante por todos. A descida, por duas vezes, à III Divisão Nacional, foi sentida de forma apertada por todos quanto rodeiam e convivem no clube. Isso é incontestável.

Mas, apesar dos seus 81 anos, o Clube Caçadores das Taipas é como uma criança e ainda necessita, e necessitará, de um (ou mais) pai ao seu lado para agarrar a mão e caminhar. O clube está doente. Mas existe cura. Os taipenses, em particular, devem olhar para esta instituição como um filho.
Todos juntos, com certeza, encontrarão a cura para esta doença! O apelo ao sentimento deve despertar o clube para a vida. E, depois, só depois de desperto o sentimento, haja razão para traçar um rumo de vida.

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