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Clube Caçadores das Taipas com novos horizontes
Terça-feira, Agosto 2, 2005

O novo presidente do Clube Caçadores das Taipas, Amâncio Mendes, apresenta uma resenha de como tudo aconteceu até ser eleito presidente. Quanto às intrigas político-partidárias assevera que nunca foi convidado para nenhuma lista autárquica e deixa um aviso à embarcação, “quem tentar misturar clube e política, sairá pela porta pequena”.

Como surgiu a hipótese de ser presidente do Taipas?
Foi um processo longo. Numa primeira fase estive empenhado em encontrar uma solução directiva para o clube e, nomeadamente, um presidente.
As pessoas estavam muito reticentes e não chegavam a assumir a disponibilidade para assumir esse cargo. A dada altura foram surgindo pessoas que se mostraram disponíveis para integrar uma direcção caso eu avançasse para a presidência.
Antes disto, devo confessar que ponderei seriamente desistir e afastar-me do Taipas. Houve uma altura em que um grupo de pessoas tinha intenção de constituir uma lista e me convidou para fazer parte. Recusei porque estava mesmo decidido em abandonar o Taipas.
Mais tarde surgiu esta nova hipótese, em que o Manuel Ribeiro me abordou de uma forma muito entusiástica, incentivou-me muito e acabei por aceitar o repto.
Exigiu algum apoio financeiro para aceitar o convite?
Não houve qualquer exigência, nem nenhum pedido nesse sentido. A única coisa que me foi assegurada foi a continuação do apoio financeiro, nos mesmos moldes e montantes, daquelas pessoas que, até aqui, contribuíram para o clube. Estou perfeitamente ciente das dificuldades do Clube Caçador das Taipas e também das actuais dificuldades económicas que a nossa região atravessa.
Como é que surgem nomes como Cândido Capela Dias, Ma-nuel Ribeiro, Manuel Sousa Mar-ques nos corpos sociais do clube?
Houve pessoas que, nas várias conversas que fomos tendo, se ofereceram para ajudar a encontrar uma solução. Não queriam que o Taipas pura e simplesmente fechasse as portas. A única pessoa que eu não conhecia era o Cândido Capela Dias, mas de quem me foram dadas excelentes indicações pelo Manuel Ribeiro e o António Marques, sendo referido como a pessoa indicada para assumir o lugar de presidente do conselho fiscal.
Faltava então encontrar uma pessoa para presidir à Assembleia Geral com a qual eu simpatizasse e se identificasse com o clube. Foi então que me lembrei do Manuel Sousa Marques.
Têm surgido algumas críticas, nomeadamente na última assembleia de freguesia por Remísio Castro e até na praça pública por alguns taipenses, no sentido que esta lista surge numa altura de eleições autárquicas e que alguns elementos dos actuais corpos sociais estarão a tentar tirar dividendos políticos para o seu lançamento em listas candidatas à Junta de Freguesia.
Já ouvi essas críticas e já me aborreci mais com essas conversas. Devo dizer que para uma pessoa nova nestas coisas, ouvir logo este tipo de acusações é bastante desanimador e desgastante. Já cheguei à conclusão que algumas pessoas se afastam do clube porque não se querem sujeitar a este tipo de intrigas.
Não percebo nada de politica, nem quero que se misturem as coisas. O clube é uma coisa, as politiquices outra. O Taipas não é o sítio certo para isso e, mais tarde ou mais cedo, se alguém estiver com esse intuito no clube acabará por sair com má imagem. Muito sinceramente não vejo o porquê dessas críticas.
Mas não acredita que noutra altura, por exemplo daqui a um ano, algumas pessoas que agora fazem parte dos corpos sociais não aceitariam ou não se ofereceriam para integrar uma lista? Há indiscutivelmente coincidências como é o caso de Cândido Capela Dias e outros nomes que são dados como prováveis em listas candidatas à Junta de Freguesia, por exemplo o seu, o de Manuel Ribeiro, etc.
Poderá haver coincidências mas não passam disso mesmo. Eu, por exemplo, nunca fui convidado para fazer parte de qualquer lista à Junta de Freguesia. As restantes pessoas, algumas delas já faziam parte da direcção, as outras convidei-as para trabalhar e ajudar o clube. Nestas coisas acabámos sempre por nos lembrar dos mesmos porque, como é o meu caso, ocupam lugares e trabalham noutras colectividades.
Portanto, quanto a questão politico-partidária não acredito que haja alguém com essa intenção e como já disse, não é o melhor caminho.
Por vezes fazem-se muitas conjecturas sem razão. Já tive, por exemplo, uma reunião com o Presidente da Câmara muito positiva e em relação ao Presidente da Junta, sempre que tive necessidade de o contactar, nunca deixou  de me atender.
Quais são os seus projectos para este mandato?
A subida de divisão é um dos principais objectivos. Todos os contactos efectuados com jogadores têm sido nesse sentido.
As camadas jovens também são uma preocupação, já estamos a proceder a alterações, nomeadamente, criámos um departamento médico e um departamento de preparação física próprio para esta estrutura. Vamos fazer uma forte aposta nas camadas jovens.
Vamos também efectuar uma campanha de angariação de sócios e melhorar a cobrança de quotas, porque temos muitos que não pagam as quotas.
O enriquecimento do património do clube também será uma preocupação desta direcção. Já estamos aliás a proceder a algumas obras na sede.
Em termos de imagem também vamos tentar melhorar as coisas com, possivelmente, um novo site na Internet.
Quais são os três principais objectivos?
A angariação em primeiro lugar de mais associados e, depois, actualização de sócios; o enriquecimento do património, iremos tentar de imediato a impermeabilização da nova bancada, já que temos problemas de infiltrações de águas na parte interior à bancada e, inevitavelmente, a subida de divisão. A concretização dos restantes objectivos passa muito por subirmos de escalão.
Por muito que isto possa custar, o Taipas vai sempre lutar para subir de divisão, não vamos entrar em loucuras porque não há condições para isso, mas a grandeza do clube exige que estejamos na 3ª divisão.
Como vão ser as relações institucionais com a Câmara Municipal de Guimarães?
Já houve uma reunião, fiquei com muito boa impressão do Presidente da Câmara, demonstrou estar atento e conhecer os problemas do Clube Caçadores das Taipas assim como ajudar a resolver alguns desses problemas. Posso adiantar que nos foram dadas indicações para orçamentar a impermeabilização da bancada e a Câmara estará na disponibilidade de comparticipar. Em relação à cobertura sabemos que existe um compromisso da Câmara nesse sentido e não está descartada essa hipótese numa segunda fase.
Não foi quantificado o valor do apoio?
É um valor bastante mais baixo do que a cobertura da bancada e que pode perfeitamente ser suportado por três instituições: Clube Caçadores das Taipas, Câmara Municipal de Guimarães e Junta de Freguesia.
Quanto às relações com o Sandinenses e Vitória de Guimarães?
Como com todos os clubes vizinhos, o Taipas irá fomentar uma boa relação e sempre que possível estabelecer contactos que possam ser vantajosos para o Taipas. Temos tido boas relações com o Sandinenses e Vitória de Guimarães e assim queremos que continue.
O actual treinador do Taipas, em entrevista na última edição do Reflexo, referiu que havia lacunas no último sector do plantel sendo necessário novas aquisições. Essa pretensão vai ser satisfeita?
Estão já várias situações em estudo, não devemos precipitar-nos porque é importante fazer-mos uma escolha acertada para esse sector que é muito importante. Penso que até final da semana haverá novidades.

José Henrique Cunha // jcunha@reflexodigital.com

Vera Freitas // vera@reflexodigital.com

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