Chegar mais depressa que o cancro
Quarta-feira, Abril 7, 2004

O cancro, seja ele de que órgão for, continua a matar. Em idades precoces mata muito menos que os acidentes na estrada, mas mata e dolorosamente.
Para correr mais rápido que o cancro é necessário estar atento a sinais e sintomas que todos devemos saber de cor, visto que a “Liga Portuguesa Contra o Cancro” tem lançado imensos folhetos com os sinais ou sintomas, que fazem pensar em tumor, quando aparece.
Um dos tumores que mais mulheres mata é o do cólon do útero, mas o número de mulheres atingidas pela doença tem vindo a diminuir em todos os países em que o teste de papanicolaou está vulgarizado. É um teste fácil de fazer, barato e que não tem grande falhas de diagnóstico.
Requer só uma colheita do cólon uterino efectuado por um técnico de saúde e posterior-mente estudada por um cito-logista. Qualquer alteração pode depois de diagnosticada ser tratada e ser parada a evolução para alteração maligna.
Todas as mulheres com relações sexuais correm o risco de cancro do cólon do útero. O risco pode aumentar quando se inicia a vida sexual muito jovem, se se fuma, se se tem mais do que um parceiro ou se já se teve doenças de transmissões sexuais.
Como já foi referido, a frequência de consultas de planeamento familiar, seja no centro de saúde ou num ginecologista, deve ser feita no início do período sexual, passado um ano do primeiro exame e se estes dois anos forem normais, de três em três anos.
Como se pode ver, não é muito pesado o que é exigido a qualquer mulher. E com estas vigilância chegamos mais depressa que o cancro.

Abril 2001