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Cerca de 4 milhões para requalificação da VIM e Rua de S. Torcato
Sexta-feira, Dezembro 26, 2014

Foi por unanimidade, apesar de algumas críticas, que o executivo vimaranense aprovou a requalificação da Via Intermunicipal – VIM por 2.485.669,51 euros + IVA e o reperfilamento e beneficiação da rua de S. Torcato e implantação de placa giratória da Volta do Pedroso – Azurém por 1.164.412,83 euros + IVA.

Apesar da unanimidade na votação, a proposta destas duas obras mereceu algumas críticas por parte da oposição.
Torcato Ribeiro, da CDU, questionou o facto de a intervenção na VIM, por parte de Guimarães, não estar enquadrada numa intervenção que engloba outros municípios da AMAVE, podendo levar a uma falta de uniformidade ao longo do seu trajeto: “Com uma via que será intervencionada de acordo com a capacidade financeira dos quatro municípios por onde passa, corre-se o risco de não se criar uma uniformidade no seu percurso com os problemas inerentes”.
André Coelho Lima, referindo-se concretamente à VIM, começou por dizer que se trata de uma intervenção que “peca por tardia”, face ao acumular de sinistros graves ocorridos nos últimos anos: “A Câmara foi resistindo aos nossos apelos para uma intervenção nessa via. Acabamos por apresentar uma proposta minimalista em 2012 que também foi chumbada pela maioria socialista. Hoje, finalmente, avança-se para a resolução do problema e votamos entusiasticamente esta proposta”.

Recorde-se que a via a ser intervencionada pertencia à AMAVE e agora passa para a responsabilidade da Câmara de Guimarães. Questionado sobre se se poderia estabelecer um paralelo com a nacional 101, Coelho Lima afirmou que tal era possível: “A Câmara diz que a 101 é da responsabilidade das Estradas de Portugal (EP), mas a VIM também não era da sua responsabilidade e agora passou a ser. O que nós propomos é que a Câmara negoceie com a EP a transferência para o município dessa parte da estrada. O governo, seja ele qual for, nunca irá fazer uma intervenção nessa estrada como nós a defendemos – uma via com características urbanas com quatro faixas de rodagem”.
Monteiro de Castro, questionado sobre o valor em causa nas duas propostas aprovadas na reunião de 23 de dezembro, muito próximo do que a coligação apresentou para a requalificação da 101 entre a cidade e Taipas, referiu que “aquilo que o executivo aprovou, caso concreto da ligação a S. Torcato, terá de transportar essa mesmo filosofia para a ligação às Taipas”.

Domingos Bragança refutou qualquer paralelismo entre as intervenções aprovadas e a ligação da cidade à vila de Caldas das Taipas: “O trajeto da intervenção na VIM é feito numa via que não pertencia às Estradas de Portugal, como acontece com a ligação entre a cidade e a vila das Taipas”. Insistiu ainda que esta requalificação não é da responsabilidade da Câmara, “não queiram pôr a Câmara de Guimarães a gastar dinheiro onde não deve e onde não pode”.
Quanto aos projetos aprovados, Domingos Bragança não tem dúvidas quanto à profundidade e qualidade dos mesmos e que irão resolver os problemas de segurança conhecidos, bem como de acessibilidade.